Palestras em Joinville e Manaus
Na última semana ministrei a mesma palestra em Joinville/SC (na SOCIESC, mais conhecida como "Escola Técnica Tupy") e em Manaus/AM (na UFAM), no contexto dos "Tech Days" promovidos pelo Instituto Nokia de Tecnologia (INdT).
Na falta de título melhor, a apresentação denomina-se "Desenvolvimento rápido para dispositivos móveis Nokia". O "powerpoint" no formato OpenOffice pode ser obtido aqui.
A idéia é mostrar os atuais problemas do desenvolvimento para mobile, e também o que a Nokia e o INdT têm feito para melhorar a vida do desenvolvedor. Tudo numa visão de 30 mil pés de altura, já que o tempo é curto e a platéia poderia ter perfil gerencial. Os Tech Days também ofereceram mini-cursos de desenvolvimento para Maemo em seguida às palestras, que sobejamente satisfez quem estava curioso em ver sangue e bits.
Do ponto de vista pessoal, Joinville transcorreu sem novidades, afinal é onde eu moro e o evento foi onde eu leciono. Já Manaus tem sido muito mais interessante, afinal eu nunca tinha vindo sequer ao Norte do Brasil.
Em primeiro lugar: é quente, e o calor é amplificado pela umidade. Embora eu já tenha pegado dias iguais ou piores em Joinville no verão, de modo que ainda estava dentro das minhas especificações. A dica é levar uma garrafa de água consigo, sempre.
Em segundo, deixa-se muitos espaços arborizados ao longo da cidade, floresta mesmo. Ajuda a diminuir a temperatura e embeleza muito. A vida selvagem faz parte do consciente coletivo. Quando estava chegando na UFAM, um bicho-preguiça simplesmente parou no meio da rua. Os motoristas de ambas as mãos *pararam* e um deles deu-se ao trabalho de tirar ela de lá.
De maneira geral, a cidade é bonita, não há aquelas std::favelas comuns nos grandes centros, e há um esforço nítido em "não deixar a peteca cair" em termos de aparência urbana: as casas estão pintadas, as calçadas estão em ordem...
Terceiro, foi interessante conhecer as indústrias da Zona Franca, bem como o Rio Negro, encontro das águas, o Teatro Amazonas (teto na foto ao lado), enfim, aquelas coisas que aparecem na TV ou vêm impressas nas caixas de inúmeros produtos. Independente de discussões sobre guerra fiscal, dá uma sensação de completeza saber "de onde vêm as caixas".
O pessoal do INdT/MAO foi muito gentil conosco em nos mostrar a cidade. Fiquei com consciência pesada por não ter feito o mesmo quando eles estiveram em Joinville (eu realmente precisava colocar o trabalho em dia para ter tempo de vir para cá). Mas haverá outras oportunidades para saldar este débito.
Uma reclamação comum de quem já veio para cá é a demora em serviços em geral. Mas não tive nenhum problema desse tipo. Juro. Com uma exceção: ontem pedi um bule de café no quarto (eu bebo café antes de dormir, e é *para* dormir bem, coisa de viciado mesmo. Como diz o meu amigo Rudá Moura, café é uma droga como qualquer outra) e demorou 2 horas e meia para chegar.
Vou pedir mais um bule hoje, agora. Veremos o que se sucede.


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