Nesta última quarta-feira (11/6) proferi uma palestra na UNIFRA (Centro Universitário Franciscano), em Santa Maria/RS. O tema foi "Python para dispositivos móveis".
O objetivo foi instigar o pessoal a desenvolver em Python, seja no PC, seja para dispositivos móveis que serão (ou são) a próxima onda da informática. Foi uma versão modificada da palestra que fiz em Manaus em novembro do ano passado, mas com mais foco em Python e menos em outras alternativas como OpenC, Mamona etc.
Desenvolver para mobile é difícil, por diversos motivos. Como parte da argumentação em favor do Python, menciono em detalhes o tipo de problema que o desenvolvedor mobile típico (usando C ou C++) enfrenta no seu dia-a-dia.
Pena que meu tempo estava curto e não pude preparar uma palestra mais elaborada, talvez até aproximando-se de um mini-curso. Quem sabe na próxima. Mas diversos alunos presentes na palestra já tinham experimentado Python em dispositivos Nokia, seja nos celulares Série 60 ou nos Tablets, então ao menos eu tinha "testemunhas" que atestavam a veracidade do que estava falando...
A UNIFRA é uma universidade mantida pela Igreja Católica, mais especificamente pelas Irmãs Franciscanas. O prédio onde ocorreu o evento SIRC (Simpósio de Informática da Região Centro de RS) é extremamente bonito. As escadarias da entrada pareciam coisa de novela, e fiz papel de bobo tirando várias fotos delas (além do que a câmera do celular não é grande-angular, então as fotos não fazem justiça ao local).
Tanto professores como alunos pareceram extremamente preparados e interessados, não sei como não ouvi falar deles antes, ainda mais estando relativamente perto.
Na verdade, eu também não conhecia a cidade. Santa Maria fica exatamente no meio de RS, e ocupa uma posição estratégica, em diversos aspectos: ferroviário, militar (parece que há um contingente de 7000 militares), e educacional, com diversas universidades entre elas a UNIFRA e a UFSM. Santa Maria tem em torno de 300 mil habitantes, tamanho semelhante a Blumenau/SC ou Jundiaí/SP. Boa parte da população é de fora, que vem estudar, ou então por ser militar.
O professor Cassal foi meu "cicerone", e me assistiu de forma extremamente atenciosa tanto na logística da viagem como durante a estada na cidade. Meus agradecimentos a ele.
Um aspecto curioso do evento foi que ocorreu um "momento cultural" imediatamente antes da abertura. Três alunos dos cursos relacionados a informática armaram-se de arcordeon, violão e bateria, e tocaram diversas músicas, desde gauchescas até MPB, passando por "Asa Branca". E eles tocaram bem à beça. Coisas do Rio Grande do Sul.
Finalmente, para ir de Porto Alegre à Santa Maria, é preciso pegar um vôo num pequeno turbohélice de 20 lugares. A maioria das pessoas deve ter medo disso; eu particularmente adorei, fazia muito tempo que não voava em avião de hélice, e quanto menor e mais lento, mais um avião balança, tornando a viagem muito mais divertida. O aviãozinho Let-410 fabricado no antigo bloco comunista tem muito empuxo e parece ser feito para pistas muito mais curtas do que as existentes em aeroportos "normais".