Sexta-feira, Fevereiro 05, 2010

TV Bastter e o "Cemitério dos Malandros"

O Bastter continua evoluindo o esquema dele, com ferramentas cada vez mais profissionais, mas sem perder a característica de pessoalidade. Dentro de um universo onde há quem prometa 30% ao mês de rendimento em mercados que são necessariamente soma-zero (o tal do Forex), o Bastter destaca-se como o mais honesto e didático dentre os consultores de investimentos.

Agora (ou há algum tempo, mas só vi agora), tem a "TV Bastter" (http://www.tvbastter.com), basicamente uma coleção de vídeos com dicas. (O único senão é o formato do vídeo, WMV; felizmente o Quicktime do Snow Leopard parece suportá-lo).

Dentre esses, há a série "Cemitério dos Malandros", com direito a entrada e locutor lembrando filmes do Zé do Caixão. Cada "filminho B" fala sobre uma armadilha em que investidores iniciantes, aqueles que querem viver de Bolsa (todo mundo já teve esse sonho, é fato) costumam cair.

Altamente recomendado, inclusive para rir um pouco e desestressar da quedona da Bovespa de ontem.

Quinta-feira, Dezembro 03, 2009

Mais uma pegadinha estatística

Brincar com números e estatísticas sempre traz algumas surpresas. Por exemplo, será que um automóvel elétrico valeria a pena? Você acha que sua conta de luz é muito cara?

Tomando por base os preços do meu "ecossistema", a energia elétrica custa R$ 0,50/kWh, o litro de gasolina custa R$ 2,54, e o litro do diesel está mais ou menos R$ 1,90.

A gasolina possui, sendo otimista, 4.186 x 9000 x 1000 = mais ou menos 36 mega joules (MJ) de energia (sendo otimista porque a gasolina pesa menos que 1 kg por litro, mas estou com preguiça de procurar na Wikipedia). Isto dá um custo de R$ 0,07/MJ. Fazendo a mesma conta para o diesel, o custo por MJ é R$ 0,052, valor que utilizaremos doravante para fazer as comparações.

Um kilowatt-hora equivale a 3,6MJ de trabalho, o que redunda em R$ 0,14/MJ, o dobro da gasolina e o triplo do diesel.

Ou seja, joule por joule energia elétrica é realmente bem mais cara -- embora seja uma forma de energia muito mais versátil. Certamente você não consegue alimentar seu computador diretamente com óleo diesel. Não sem investir num gerador bastante caro, ao menos.

Só que, se você comprar um gerador diesel, vai descobrir que o rendimento dele vai ser de no máximo 40%. Sendo extremamente otimista, cada joule de diesel queimado resulta em apenas 0,4 joules de enegia elétrica; o resto vai embora com a fumaça. O custo real da energia que sai do gerador é... R$ 0,175.

Ou seja, além da despesa com o gerador, o custo da energia já é mais alto que o da conta de luz, sendo que a concessionária de energia gera a eletricidade longe da sua casa, tem toda a despesa com transmissão, sincronismo, redundância, geradores de reserva...

Se considerarmos um automóvel a gasolina, a conta fica ainda mais feia. O rendimento de um motor de carro em condições normais de uso é 18%. Isto corresponde a um custo por MJ de R$ 0,39, quase o triplo da energia elétrica. Sim, um carro elétrico seria um bom negócio.

É claro, eu estou considerando que um carro elétrico tem rendimento de 100%, o que não é verdade. O rendimento de um bom motor elétrico é uns 90%, e a carga de uma bateria também tem perdas, de 30% a 50%.

Ainda assim, real por real, o carro elétrico vale a pena. E algumas tecnicalidades permitem um carro elétrico usar motores menos potentes, o que economiza muita energia, restaurando a vantagem inicial de 3:1 que tínhamos projetado.

Estudo gráfico de operações com opções


Muita gente tem acessado a página de volatilidades de opções Bovespa. Como toda ferramenta útil, ela surge de uma necessidade real.

Outra necessidade que surgiu, em particular com operações que envolvem mais de uma opção, é enxergar o comportamento dela ao longo do tempo. Teoricamente a página citada acima e a calculadora de opções mostram isso -- na forma de uma árida tabela cheia de números. Além disso, é chato ter de inserir números a cada uso de uma calculadora.

A solução seria traçar uns gráficos, talvez usando uma planilha Excel, mas eu tenho alergia a esta solução. Os gráficos do meu livro foram traçados com planilha e eu me arrependo amargamente disso -- sem poder voltar atrás depois que já havia uma centena de gráficos prontos. (*)

Como os dados brutos sobre as opções Bovespa já estavam "na mão", graças ao script gerador da página de volatilidades, a solução era traçar gráficos baseados nesses dados.

O resultado está aqui: http://epx.com.br/ctb/estudo.php. A lista de opções é extraída da mesma fonte da página de volatilidades, atualizada várias vezes por dia (quando o script não quebra, é claro...). Basta escolher as opções e a quantidade relativa de cada uma.


Cada curva representa o valor da operação toda num determinado momento. Diversos momentos são traçados, até o vencimento em vermelho. A "mira" do mouse (linhas cruzadas lilás) atualiza o valor numérico na legenda conforme a posição.

O traço preto vertical bem no meio do gráfico representa o "spot" atual da ação subjacente. Na verdade, como a "largura" do gráfico é calculada em função do "spot", esse traço vertical sempre vai estar no meio, a não ser que haja algum problema sério nos cálculos...

A curva cinza-claro que serpenteia a tela é a probabilidade de exercício de uma opção cujo "strike" seja igual ao valor do eixo X. (É meio difícil interpretar esta curva se não se está acostumado, mas gosto dela e já tinha usado ela no livro.)

As informações sobre as opções (strike e volatilidade) que aparecem à direita dos combos de escolha vêm da CBLC e dos cálculos de volatilidade, respectivamente. No futuro pretendo disponibilizar uma forma de inserir estes dados manualmente, para que o gráfico possa ser útil em mercados não-BOVESPA, e também no caso do script de atualização "mancar" por algum motivo.

O brinquedo está aí, espero que gostem! Notem que o programa ainda pode ter problemas, já que é muito novo e foi pouco usado. Peço a gentileza de reportar problemas, da mesma forma que as pessoas têm feito em relação às outras ferramentas do site.

(*) Para os sádicos nerds: cheguei a abrir o XML em modo texto para fazer mudanças globais nos estilos dos gráficos, porque eles estavam embutidos no texto do OpenOffice e este não tinha suporte a mudanças globais em elementos embutidos. No fim, para fazer o livro, tive de transformar tudo em imagens JPEG, o que significou muitas vezes renderizar em PDF para não perder os "labels" que eu tinha posto em cima (que pertencem ao texto, não ao gráfico). Uma coisa é certa: gráfico daqui pra frente, só com GNUPlot ou ferramenta que permita geração em lote!

Quarta-feira, Dezembro 02, 2009

Taxman movido a jQuery promovido a oficial

A versão oficial pode ser encontrada na URL de sempre: http://epx.com.br/taxman/. A versão antiga, caso interesse por algum motivo, está em http://epx.com.br/taxman_old/. Enjoy.

Sexta-feira, Novembro 27, 2009

Novidades nos "brinquedos" Web

Taxman, a calculadora de impostos sobre renda variável, está evoluindo. A versão 2 beta está disponível para testes em http://epx.com.br/taxman2.

O link antigo http://epx.com.br/taxman ainda está com a versão 1, estável. Conforme a versão 2 mostrar-se comportada, ela torna-se a versão oficial. Isto deve ocorrer nos próximos dias.

Página de volatilidades novamente no ar

Há alguns dias atrás, um leitor da página de volatilidades de opções avisou-nos que a página estava com problemas. De fato, o site Bovespa tinha mudado a forma de exportar as cotações via Web, o que quebrou nosso script de atualização automática.

Script consertado, tudo está novamente em ordem... até a próxima mudança em alguma fonte de dados :)

Mudanças no Taxman 2

Voltando a falar do Taxman, a principal mudança da versão 2 é a substituição da biblioteca Dojo pela jQuery. Embora o Dojo atenda às necessidades, ele faz o Taxman demorar muito para carregar.

Teoricamente é possível gerar uma "release" comprimida do Dojo, mas é um esquema muito complicado e simplesmente não funcionou com a última versão (e eu tinha de atualizar, devido a um bug com o Firefox 3.5). Pode até ser que foi incompetência minha, mas aborreceu o suficiente para encorajar a busca de uma alternativa.

Por outro lado, o jQuery é tão pequeno e leve, que nem mesmo utilizamos a versão comprimida (a versão original é mais fácil de depurar). Outra coisa a favor do jQuery é que ele está "na modinha", e infelizmente isto faz muita diferença na hora de achar documentação, exemplos e plug-ins.

As animações do jQuery comportam-se de forma muito diferente das do Dojo, e não perdemos muito tempo tentando manter exatamente o comportamento anterior; apenas os erros óbvios foram corrigidos. Talvez as animações e transições ainda precisem de algum refinamento.

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Mentiras, mentiras deslavadas e estatísticas

Estava me lembrando daquele livro, "The Bell Curve", que entre outras coisas afirmava que o QI médio dos negros é 10 pontos abaixo dos brancos, que por sua vez estavam um mesmo tanto abaixo dos asiáticos.

Na verdade, lembrei-me dele enquanto estava escrevendo meu livro, pois há capítulos que usam muito os conceitos da distribuição normal, média, desvio-padrão, e coisas assim.

Intrigou-me que a população sob uma distribuição normal diminui muito após 3 ou 4 desvios-padrão de distância. Qualquer deslocamento "pequeno" na média joga valores mais distantes na faixa da completa impossibilidade. É precisamente este efeito que permite que coisas do mundo da economia e finanças, como depósito de margens e estoques de reserva em supermercados, funcionem a contento.

Voltando ao caso do QI. Aparentemente, dizer que grupo A tem QI médio 10 pontos abaixo de B, não parece grande coisa. Mas isto significa que o número de superdotados do grupo A é muitíssimo menor que o grupo B.

Se bem me lembro, o modelo dos testes de QI pressupõe um desvio-padrão de 16. Para QI médio = 100 no grupo B e QI médio = 90 no grupo A, e 10.000 pessoas em cada grupo, a distribuição normal nos sugere que o grupo B possui 700 superdotados (QI >= 124), dos quais 9 são gênios (QI >= 150). O grupo B possuiria apenas 168 superdotados, dos quais um gênio.

Usei esta calculadora para obter os resultados: http://stattrek.com/Tables/Normal.aspx.

À luz de outras afirmações do mesmo livro (estas com mais respaldo), inteligência é o índice mais confiável para determinar o sucesso de uma pessoa, e indiretamente do sucesso de seu grupo social. Isto condena automaticamente o grupo A a um destino bem triste.

Pior ainda se Scott Adams (o autor do Dilbert) estiver certo: apenas os gênios dentre nós podem fazer diferença, o resto só faz número, o que amplifica ainda mais o efeito do deslocamento da média de QI. 10 pontos a menos de QI significam 90% a menos de gênios.

Muito bem, isto foi a afirmação genérica do The Bell Curve "explodida" em números palpáveis. Mas será que é verdade?

Impossível para mim confirmar ou refutar com exatidão, mas fiz de mim para mim um pequeno exercício mental baseado em algumas observações empíricas:

* Uma pessoa conhece, em média, outras 1000;

* No estado de SC, 8% da população é negra, mas considerando algumas especificidades, posso considerar 5% uma estimativa mais apropriada no meu caso;

* Isto significa que eu deveria conhecer em torno de 50 pessoas negras, o que me parece ser uma estimativa boa (embora certamente uma estimativa ainda alta);

* Dos negros que conheço, posso afirmar que pelo menos 3 são superdotados e 1 deles tem chances de ser gênio;

* Isto dá uma proporção de 6% de superdotados entre os negros que conheço;

* 6% está mais para 7% (grupo com QI normal) do que para 1,68% (grupo com QI deprimido).

* Minha amostra, apesar de pequena (50 almas) alcança uma confiança de 85% (1 - raiz de 1/50). A chance de eu ser um "sortudo" e ter pego uma amostra viciada para melhor é de apenas 15%.

* A chance do The Bell Curve estar correto e minha amostra ter sido tão "sortuda" é bem menor que 15%. Ainda não achei a fórmula inequívoca para estimar esta chance, mas farejo algo em torno de 2%.

98% de certeza que o The Bell Curve está equivocado. Acabo de "descobrir" o que o resto do mundo já sabia. Candidato ao prêmio IgNobel.

Muita gente branca por aí talvez ache isso ruim, mas deveria é comemorar. Tem um bilhão de pessoas na China. Já pensou se a média do QI dos asiáticos fosse realmente 10 pontos mais alta? Acabo de salvar o mundo ocidental :)

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Efeito sobrevivência (survival bias)

Um post, em um blog não relacionado a finanças, me inspirou a falar do efeito sobrevivência. Resumindo em poucas palavras, o tal post apregoava que "prudência não vale a pena". Embora eu discorde da afirmação, não é meu objetivo aqui contradizê-la, mas sim falar sobre um problema análogo, o efeito sobrevivência.

Um argumento, na verdade um sofisma, que recorrentemente assola os investidores em Bolsa, particularmente os pequenos, é o rendimento dos "micos", aquelas ações de pequenas empresas, ou pouco negociadas em Bolsa, ou de empresas falimentares. O sujeito pega as ações em negociação hoje, analisa o rendimento de cada uma nos últimos anos, e descobre que os micos são, de longe, as mais rentáveis.

Outra variante desse raciocínio é descobrir que diversificar investimentos é uma má idéia. Investir apenas na Bolsa é mais rentável que dividir o dinheiro entre renda variável e renda fixa. E dentro da Bolsa, é muito melhor investir tudo numa única ação do que esparramar o capital em diversos títulos. Quando mais não seja, porque diminui os custos de corretagem.

Este tipo de raciocínio tem dois erros. O primeiro é que ele "prevê o passado", ou seja, se eu estou no ano 2009, eu consigo "prever" e simular o que teria acontecido entre 2002 e 2009 para qualquer cenário dado. Isto não significa que eu consiga prever o futuro até 2016. Via de regra a História não se repete, e mesmo padronagens clássicas como bolhas são dificílimas de identificar quando se está "sentado em cima" delas. Só dá pra ver depois que a bolha estoura.

O outro erro, mais sutil e que engana muita gente esperta, é o "survival bias", difícil de traduzir, mas vou arriscar vazá-lo em vernáculo como "efeito sobrevivência". Quando você analisa a performance passada dos "micos", de 2009 para trás, só vai achar os títulos de empresas que AINDA existem, ou seja, que sobreviveram. Para cada empresa pequena que existe, há muitas outras que simplesmente viraram pó. E não há como prever hoje quais dos "micos" vão sobreviver e/ou vicejar no futuro.

Colocando de outra forma: você pode investir hoje no Bar da Estrela, ou na General Electric. Teoricamente, o Bar da Estrela tem muito mais potencial de crescimento; daqui a 20 anos ele pode ter virado o StarBucks, enquanto a GE vai continuar sendo a GE, sem ter mudado muito de tamanho. Mas, assim como o Bar da Estrela pode crescer muito, ele também pode falir, e sendo realista, a maior chance é que ele vá falir mesmo.

No futuro distante, algum espertinho vai olhar para a Starbucks, e para a GE, e dizer "que tipo de idiota investiria na GE?". Ele não viu que o Bar do Borba, o Bar do Ribamar e o Bar do Zé fecharam nesse meio-tempo, levando as economias de muita gente. O espertinho não vê isso porque Borba, Ribamar e Zé não estão mais listados na Bolsa,e portanto "nunca existiram" do ponto de vista de um observador futuro.

O "mito da diversificação" é outro engano do gênero. Olhando para o passado, é fácil enxergar que a diversificação foi sub-ótima em termos de rendimentos, e que alguns investidores imprudentes acabaram muito mais ricos que os prudentes. O que é mais difícil enxergar, é que muitos e muitos outros investidores imprudentes não sobreviveram para contar a história.

Isso tudo não quer dizer que investimento em "micos" seja, em si, um erro. Mas ele deve acontecer dentro de um contexto de gerenciamento de riscos. Por exemplo, um fundo que invista em 10 ou 20 micos diferentes pode ser interessante. Ou investir um troquinho em um mico, sendo que a perda desse troquinho não seja um problema. Lembrando que, nesses termos, o investimento em micos compete com outras alternativas interessantes, como as opções.

Da mesma forma, a diversificação não deve ser confundida com espalhar dinheiro em 1000 investimentos diferentes cujos ganhos cancelam-se mutuamente. A diversificação excessiva "mata" os rendimentos e não pode eliminar o risco sistêmico. A diversificação ótima é um problema abordado pelas teorias CAPM e Carteiras de Markowitz.

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Taxação sobre investimentos externos: bom ou ruim?

Apesar da gritaria de alguns analistas, a medida do governo é acertada. Pode-se dizer até que foi leniente e tardia, portanto ninguém pode reclamar:

1) A isenção total de tributos sobre investimentos especulativos estrangeiros é injusta com os investidores locais, bem como com os investidores estrangeiros que imobilizam o investimento aqui. É algo que vem dos turbulentos anos 90, onde era mais importante atrair um punhado de dólares (devido ao deficit comercial) do que fazer justiça tributária.

2) O dólar está muito baixo, artificialmente baixo, e em nenhum lugar do mundo tal situação passaria sem algum tipo de intervenção.

3) O Brasil está muito atraente a investimentos estrangeiros, o que realimenta o problema 2. É sempre importante lembrar que existem lugares como o Japão onde pode-se conseguir dinheiro a juros nominais de 1% ao ano, ou menos. Tanto assim que o yen é a moeda "padrão" para especulação com moedas, pela possibilidade de obter grandes montantes dessa moeda forte quase de graça.

4) Mesmo um juro de 8,75%, baixo para nossos padrões locais, é uma remuneração gigante para um investimento sem risco, quando se possui fonte mais barata de dinheiro.

5) A taxação instituída pelo governo é bastante camarada: 2% de IOF que vão diminuindo conforme o dinheiro "dorme" no Brasil. O investimento "especulativo de longo prazo" não é afetado. Eu teria adotado taxações maiores até, bem como voltaria a cobrar imposto de renda sobre os estrangeiros.

6) É uma solução que não cerceia a liberdade do investimento especulativo de ir embora no momento em que quiser. Tais soluções medievais estão fora de moda mas a tentação de todo governo é lançar mão delas

O único "investidor" que poderia ficar chateado com esta medida é o que esperava dobrar o capital investindo *agora* na Bolsa e tirando o dinheiro em 20 de dezembro, com a bolsa artificialmente inflada a 120k pontos, a tempo de comprar os presentes de Natal fabricados na China com o dólar bem baratinho...