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Blog pessoal EPx

Sábado, Janeiro 26, 2008

Livro "A cabeça do brasileiro"

Os autores nacionais estão finalmente começando a fazer livros bons. Este livro, "A cabeça do brasileiro", de Alberto Almeida, eu ouvi falar numa entrevista com o autor na TV Senado. (Tão chapa-branca e cheio de esquerdismos como são as TVs públicas brasileiras, mas as TVs normais conseguem ser piores, então quando eu tiro pra ver TV, acaba sempre sendo TV Brasil, TV Senado, TV Câmara ou Futura).

O livro é quase um "Freakonomics" tropicalizado, pelo uso pesado da estatística como ferramenta de pesquisa. É isto que torna o trabalho tão diferente dos livros anteriores que tentam explicar o Brasil.

A primeira pesquisa é, naturalmente, sobre corrupção, já que é o carro-chefe diário dos meios de informação. Pergunta-se aos pesquisados se situações como:

- "pedir emprestado uma forma de bolo do vizinho"
- "solicitar a um amigo funcionário público a emissão de um documento num prazo inferior ao normal"

devem ser classificadas como

a) favor
b) jeitinho
c) corrupção

Descobre-se que entre outras coisas, o "jeitinho" sempre ganha votações expressivas, o que significa que o brasileiro tem uma grande "zona cinzenta" na sua moral. Em países como os EUA, as pessoas tendem a classificar as situações em extremos.

Perguntas como a supracitada, às centenas, são cruzadas, tabuladas e analisadas por sexo, religião, região onde mora, idade, escolaridade, cor de pele e por aí vai.

Falando em EUA, o autor é um grande entusiasta dos EUA, freqüentemente comparando-o com o Brasil. Esse talvez seja o ponto "fraco" do livro, pois tem potencial infinito de atrair críticas gratuitas ao trabalho. O autor exagera um pouco mesmo. Talvez porque tenha estudado nos EUA, talvez porque seu trabalho foi inspirado em Torqueville que comparou os EUA com a França, no século XIX, e achou diferenças semelhantes às que existem entre EUA e Brasil hoje. (Para quem é anti-americano, um outro entendimento possível é que estamos tão mal que não merecemos sermos comparados a um país melhor :)

O autor guarda o melhor para o final, parece um bom romance policial onde o assassino só se revela na última página. O tema final é racismo, e chega a conclusões surpreendentes. Entre elas, que os pardos são mais discriminados que os negros, o que quebra as pernas de muitas políticas de cotas que estão sendo tentadas País afora.

Livro totalmente recomendado para quem tem amor à Pátria e quer conhecê-la melhor.

Quarta-feira, Janeiro 23, 2008

A Total Experiência (TM) Pentecostal

Vejo muita gente se perguntado porque tanta gente se submete a religiões no estilo pentescostal. Pra quem olha de fora, parece difícil entender, pagar dízimo e ainda ter de obedecer inúmeras regrinhas sobre cada aspecto da vida pessoal (que diga-se de passagem variam de um templo para outro...)

Embora já faça algum tempo, eu fui atrás da resposta a essa pergunta... e quase fui "conquistado". É como recrutamento de vendedores da Amway: é um campo de distorção de realidade que convence qualquer um. Se você der a sorte de não ter a grana na hora para a inscrição, e dormir uma noite em cima do assunto, as dúvidas já começam a brotar e você provavelmente não entra mais.

Mas eu acabei compreendendo os porquês da popularidade das pentecostais. É que eles fornecem uma "experiência total" aos fiéis, que não se restringe aos cultos, dízimos e regrinhas chatas. O egresso não ganha apenas uma religião, ele ganha uma *comunidade*. Dentro dessa comunidade, há tudo que um ser humano típico precisa para viver feliz.

Quem disse que crente não se diverte? Eles se divertem, e muito. Vivem organizando viagens, encontros, idas a parques (por algum motivo, parques aquáticos são muito apreciados pelos pentecostais, isso eu ainda não entendi por quê). Quem se interessa por música, tem oportunidade de desenvolver o talento. A igreja fornece instrumentos, estrutura e público.

Dentro do templo, são todos iguais, pelo menos no aspecto financeiro. Se alguém precisa de ajuda, é ajudado. Se um cara pobre namora uma moça mais rica, ninguém implica. Tudo que importa é estar na mesma fé... É claro que a "pirâmide social" vaza para dentro da igreja, mas o critério de estratificação é outro: ligação com atividades da igreja (com filhos de pastores, músicos e missionários no topo da cadeia alimentar).

Missionários costumam ser mal-vistos por nós de fora. Mas para quem se engaja em missão, é na verdade uma incrível forma de se aculturar e conhecer o país e o mundo quase de graça. A classe média "normal" manda os filhos para o intercâmbio a duras penas, os crentes incentivam os filhos a serem missionários bancados pela igreja.

A verdade é que o crente desforra-se do seu dízimo. Ele paga muito, mas, na média, recebe tanto ou mais em troca. Não é muito diferente do que ser sócio de um clube. A maioria dos não-crentes falha em perceber isto.

O culto é extremamente longo, em torno de três horas. Mas quem disse que os fiéis têm de ficar alinhados como num desfile militar? Durante o culto, alternam-se no púlpito uns dez ou quinze pastores, e mais alguns fiéis normais dando "testemunhos", cada um dando uma mensagem diferente. (Na verdade, apenas um ou dois são "pastores consagrados", ou seja, profissionais, o resto é amador). Mais uma oportunidade a qualquer um que deseje treinar falar ao público.

Apenas um subconjunto dos fiéis está interessado na mensagem de cada pastor em particular. O resto fica lendo a Bíblia, falando em línguas ou mesmo conversando. Para facilitar a conversa, pelo menos na igreja que eu fui, as mulheres e os homens sentam-se separados (por convenção). Banheiros estão estrategicamente colocados nos corredores externos, de modo que pode-se ir à "casinha" sem ser notado e sem demorar.

Apenas no início e no final do culto, há uma mensagem que absolutamente todos ouvem juntos, em silêncio, como um "sinal de sincronismo". Na verdade o "início" do culto é difuso, tem gente chegando a todo momento. E no final a debandada também é difusa.

O excesso de regras que a igreja "sugere" para a vida pessoal dos fiéis pode ou não ser um problema. Em minha opinião acaba sendo um problema maior para as pessoas muito influenciáveis, pois as torna meio "autômatas". Por incrível que pareça, os "rebelados", que batem boca, discutem a validade das tais regrinhas etc. são respeitados dentro da igreja, pois acabam sendo os mais interessados em teologia.

Eu apreciei muitos dos aspectos da igreja que visitei. Então por que eu não me engagei? Porque penso que não entraríamos em acordo em alguns pontos.

Primeiro, a excessiva ênfase da igreja no "rebanho", e a minha alergia em ficar rodeado de muita gente o tempo todo. É uma deficiência minha, mas moramos num país livre inclusive para sermos deficientes no que quisermos :)

O próximo problema (e daqui pra frente estou especulando, não afirmando peremptoriamente) é o "efeito brega". Os não-crentes percebem os crentes como "bregas". Por que?

Penso que, se um grupo precisa atuar de forma coesa com objetivos em comum, os objetivos têm de ser "denominadores comuns", que sejam do interesse de todo mundo. Uma das forças do pentecostalismo é, como vimos, criar homogeneidade. Mas isso exclui objetivos "exóticos".

A conseqüência disto é o que a Universal mostra (de forma patológica) nos seus programas de TV: os vencedores têm 3 apartamentos, 4 carros importados, 5 celulares, filhos usando roupa de marca e estudando em colégio de bacana. *Nunca* vi um fiel dizer que conquistou uma bibioteca com 5000 volumes, ou uma maquete de ferreomodelismo, ou um automóvel antigo. Mesmo as profissões das testemunhas são sempre coisas "normaizinhas".

A pergunta então é a seguinte: será que a comunidade da igreja lida bem com aqueles que têm interesses fora do padrão? (Eu não sou pentecostal, então não sei a resposta.) Mas reconheço desde já que a maioria das pessoas têm problemas e precisam de orientação mesmo para os objetivos mais "bregas", então este problema não afeta muito o apelo do modus operandi pentecostal junto à grande massa.

Uma pedra angular do cristianismo é a afirmação que o ser humano é inerentemente pecador e falho. Vamos denominar isto de "crença no homem fraco". Possibilidades como o "novo homem" de Nietzsche não são nem consideradas.

Mas o pentecostalismo dá uma importância muito maior ao "homem fraco" que as religiões tradicionais. Daí a necessidade de (tentar) regular cada aspecto da vida pessoal do fiel. Outra conseqüência do "homem fraco" é a ênfase na conversão de novos fiéis e, em particular, no retorno dos fiéis "desgarrados". Acho que mais de 50% dos hinos evangélicos abordam unicamente estes eventos pontuais.

Por algum motivo, essa fascinação com a "conexão" do fiel à comunidade me lembra aquelas propagandas de provedor onde colocavam os sons de um modem analógico conectando-se. A Internet só é utilizável depois que tais sons silenciam, mas por algum motivo é o ruído inicial que vira sinônimo de acesso.

Por ora é isso aí. Comentário são bem-vindos, como sempre. Flames, mais ainda :)

Sexta-feira, Janeiro 18, 2008

Onde você quer morar hoje?

Como já disse antes, tenho aproveitado o fim da gravidez da Ana para passear o máximo possível pelo interiorzão de Santa Catarina, porque depois vai demorar alguns meses até podermos fazer isso de novo. Até recebi umas críticas de pessoas próximas -- "nossa, o que você vai fazer se ela entrar em trabalho de parto no meio do mato?". Ué, e como fazem as pessoas que vivem nesse mesmo mato? E em geral sem automóvel? Afinal, não fui para nenhum deserto...

Passei por lugares incrivelmente belos e SILENCIOSOS, e já me passa pela cabeça morar num deles, num futuro distante. O maior problema é o excesso de opções. Um segundo problema seria acesso a Internet, mas creio que daqui a alguns anos, banda larga vai ser algo trivial até em zonas rurais. (Na zona urbana, todas as cidades têm ADSL, mesmo as pequenas.)

Alguns candidatos:

Rio dos Cedros/SC: encabeça a lista com uma mão amarrada às costas. A cidade contém diversos vales e rios no território, sendo o mais importante o (surpresa!) rio dos Cedros. A zona urbana em si está numa parte plana e baixa. Cidade de 10000 habitantes, tudo arrumadinho ao extremo no pequeno trecho urbano, parece uma maquete. As pessoas cumprimentam quando você passa na rua de carro. Aí vem a difícil escolha: morar no centro ou num dos vários distritos rurais, um mais bonito que o outro? Cedro Alto, Alto Pomeranos, Rio Milanês, Palmeiras, Rio Bonito. Todos têm rios, mas os dois últimos têm lagos de represa, com casas lindas e pousadas.

Benedito Novo/SC: grande opção também. O centro é parecido com Rio dos Cedros, mas a zona urbana em si está no meio dos morros, no vale do rio Benedito, Também com 10000 habitantes. Não tem estrutura para turistas, nem hábito de recebê-los (duas senhoras a quem dei carona, recusaram-se a acreditar que eu tinha ido até lá só pra visitar, me "forçaram" a dizer o sobrenome para ter certeza que eu não tinha parentes no lugar...) Se quiser ficar ainda mais escondido, more no distrito de Santa Maria, onde se trabalha com extração de pedras ornamentais (tipo aqueles granitos para banheiro).

Doutor Pedrinho/SC: 3000 habitantes. Não pega celular (mas tem ADSL). É o que costumamos chamar de "cidade de primeira", pois ao engatar a segunda marcha, ela já passou. A cidade já está numa altitude intermediária (500m), o que pode ser bom para a saúde. Tem estrada direta para a represa Rio Bonito (aquela de Rio dos Cedros).



Pomerode/SC: a cidade mais alemã do Brasil. Por uma certa ironia, os terrenos das casas são os maiores que já vi. Os pomeranos descobriram o que o resto dos brasileiros parece não saber: que o Brasil é grande e portanto os quintais também podem ser grandes. (Já notaram como cidades de colonização portuguesa como Florianópolis e Recife têm terrenos pequenos e ruas estreitas?) Pomerode é melhor que Rio dos Cedros para quem quer uma cidade com mais opções de lazer e gastronomia, sem descuidar do estilo "maquete arrumadinha".

Schroeder/SC: cidade de 25000 habitantes, muitas opções de turismo rural por estar cercada de morros e vales. É estratégico por estar próximo de Joinville, Guaramirim e Jaraguá do Sul, todas cidades com muitas indústrias e empregos.

Corupá/SC: entre Jaraguá e São Bento do Sul. Tem apelo especial para amantes de ferrovias, pois nela está a subida da serra da Ferrovia São Francisco (que rivaliza com a Curitiba-Paranaguá em beleza, e tem passeios mensais de maria-fumaça). Cuidado para não ser pego dentro do túnel quando o trem passar.

São Bento do Sul/SC: 80000 habitantes, não é exatamente uma cidade pequena, mas ainda tem o charme. O centro é estilo maquete-arrumadinha.

Ibirama e José Boiteux: estas cidades já estão sobre uma "fronteira interna" de Santa Catarina, onde termina a colonização alemã e começa a sofrida região do Contestado. Ibirama é uma espécie de capital nacional do rafting, devido ao rio Itajaí do Norte, especialmente adequado ao esporte. As cidades foram vítimas de disputas na demarcação de uma reserva indígena, mas o problema parece amainado. José Boiteux tem uma represa de controle de enchentes que talvez tenha muito potencial turístico no futuro, tal qual Rio dos Cedros.

Rio Negrinho/SC: a mais enigmática das opções. A área urbana em si lembra São Bento do Sul e não tem lá muito atrativo, exceto talvez para amantes do trem por ser a sede da ABPF/SC e o ponto de partida da maria-fumaça mensal. A cidade está totalmente dentro do Planalto, e também está sobre aquela "fronteira interna" que mencionei antes, o que reflete na miscigenação local.



O "enigma" de Rio Negrinho está nos distritos do extremo sul, onde está a represa de Volta Grande (também conhecida como represa Alto Rio Preto). É um lugar que não consigo definir, parece bonito e feio, alegre e triste, tudo ao mesmo tempo. Paramos para comer na região de Bonsucesso (entre Rio Negrinho e Doutor Pedrinho), e parecia uma câmara anecóica tamanho o silêncio. Olhar o planalto sem fim pode ser relaxante ou deprimente, dependendo do estado de espírito. Ah, também não pega celular. Nem tem ADSL.

E agora, um oferecimento do Karnak e do aCiDBaSe:


Tá frio aqui
Tá muito poluido
Eu tô triste eu tô borrecido

Tá feio aqui
Tá muita poluição
Tá fedido
Fumaça de caminhão

Eu tô cansado da cidade
Eu quero ir pro mato
tem de tudo lá
porco galinha pato
tem carroça
tem cachorro
tem carro de boi
correguinho sempre tem

Juvenar Juvenar
Vem tirar o leite
São 6 horas da manhã
Juvenar Juvenar Juvenar Juvenar

Domingo, Janeiro 13, 2008

Fiat justitia pereat mundus

Já pensei em mudar de profissão, a ponto de cursar dois anos de faculdade de Direito no fim dos anos 90. Por diversas razões acabei não prosseguindo neste caminho, e acho mesmo que não teria dado um bom advogado no contexto da justiça brasileira, mas posso dizer que não foi dinheiro jogado fora.

Uma das lições que lembro mais fortemente é a do professor Norberto Schwartz (um advogado proeminente aqui da terrinha): a justiça nem sempre é justa e nem mesmo serve para resolver absolutamente todo conflito humano. Três exemplos que ele deu:

1) Você vai ao posto de gasolina. O frentista coloca combustível no tanque do seu carro antes de você pagar. O que lhe impede de ir embora sem pagar? Nada.

E o sistema judicial tem uma resposta para este problema? É claro que tem. Você faz um depósito em juízo do valor aproximado de um tanque de gasolina, vai ao posto, apresenta o comprovante disso, e abastece. Se você pagar, pega o depósito de volta. Se você não pagar, o posto é quem recebe o depósito. É perfeito, exceto pelo fato de tornar a vida de todos os donos de automóvel um inferno.

2) O professor Schwartz era um positivista convicto, discípulo de Hans Kelsen, Kelsen defendia que não faz sentido discutir se um sistema legal é justo. Ele está lá para regular a convivência em sociedade, deve ser obedecido e fim de papo. Dura lex, sed lex. Mas Kelsen era judeu-alemão, aí fizeram a inevitável e sacana pergunta: o que você acha do sistema legal nazista?

Kelsen tremeu na base, mas respondeu. Que sistemas legais foram feitos para regular a vida numa sociedade de pessoas, não numa sociedade de bestas. Ou seja, qualquer ferramenta é passível de ser mal usada.

3) Mas o melhor exemplo vem da luta pelos direitos civis nos EUA. Um estudante negro julgou-se prejudicado pelo fato do ônibus escolar ter mais estudantes brancos que negros, talvez por medo de ser hostilizado e estar em desvantagem numérica etc.

Olha só com que a Justiça estadunidense saiu-se: o ônibus teria de pegar sempre estudantes aos pares: um branco, outro negro. Se a população dentro do ônibus estivesse equilibrada e o próximo ponto tivesse apenas estudantes brancos, ele deveria passar direto, pegar apenas um estudante negro (quando ou se achasse um), e então voltar para pegar um dos brancos que ficaram para trás. Depois de entregue uma "remessa" de estudantes 50/50 na escola, ele poderia voltar e pegar o excesso de estudantes que sobraram nos pontos, formando uma remessa 100% de uma cor só.

Parece uma decisão incrivelmente ridícula, mas é o que a Justiça podia fazer frente ao problema apresentado. (Note que comprar outro ônibus apenas para os negros seria apartheid e violaria outras leis, portanto quem pensou nessa opção, pode esquecer.)

Segundo o professor Schwartz, o erro está nas pessoas em oferecerem problemas que a Justiça não foi feita para resolver. Seria muito melhor se os estudantes em questão resolvessem deixar de ser racistas. O sistema legal não pode resolver tudo, a sociedade regulada por este sistema legal tem de dar uma mãozinha. Se as pessoas deixam de ser racistas, sempre pagam a gasolina depois do abastecimento, e o Legislativo não aprova leis desumanas, o Judiciário pode funcionar melhor, né?

Isso me faz lembrar do Brasil, onde a Constituição de 1988, com boas intenções, normatizou que absolutamente todo conflito é passível de apreciação pelo Judiciário. O resultado é o que se vê: tudo acaba no Judiciário, até mesmo escolha de porta-bandeira de escola de samba. Aí o Judiciário fica lento, e todo mundo se pergunta porquê.

Quarta-feira, Janeiro 09, 2008

Jogo dos 7 erros, versão gafieira

Hora do jogo! Descubra quantas violações de direitos humanos acontecem na seguinte letra de samba:

Assassinaram o camarão
Assim começou a tragédia no fundo do mar
O carangueijo levou preso o tubarão
O siri sequestrou a sardinha
Tentando fazer confessar
O guaiamu que não se apavora
Disse: eu que vou investigar
Vou dar um pau nas piranhas la fora
Voces vão ver, elas vão ter que entregar
Vou dar um pau nas piranhas lá fora
Voces vão ver, elas vão ter que entregar
Logo ao saber da notícia a tainha tratou de se mandar
Até o peixe espada também foi se entocar
Malandro foi o peixe galo
Bateu asas e voou
Até hoje eu não sei como a briga terminou
Malandro foi o peixe galo
Bateu asas e voou
Até hoje eu não sei como a briga terminou

Terça-feira, Janeiro 08, 2008

O churrasco

Nem de longe posso dizer que sou especialista em churrasco, mas considerando que tem muita gente que consegue ser pior que eu nesse mister, segue algumas dicas que aprendi na base da tentativa-e-erro. E quem sabe os comentários tragam mais dicas.

1) Use a maior quantidade de carvão possível, em particular se a churrasqueira for improvisada. Economizar no carvão é a causa #1 de churrasco ruim. Sempre exagere para mais.

2) A carne tem de ajudar, embora isso não seja mais tão problemático hoje em dia. Evite carne congelada, em particular picanha congelada (fica horrível).

3) Nas aulas de Biologia, aprendemos que no processo de osmose a água migra da solução menos salina para a mais salina. Mas o sal nunca muda de lugar. Da mesma forma, o sal não "entra" na carne, é a água que sai. Qualquer processo de tempero por imersão só vai secar a carne.

Assim, tempere a carne apenas com bastante sal grosso uns minutos antes de assar. O uso de sal grosso seco garante que pouco sal ficará aderido ao churrasco. Sal fino puxaria muito líquido da carne e formaria um "reboque" deixando salgado demais (pode ser útil contra sogras e cunhados hipertensos).