<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-20994619</atom:id><lastBuildDate>Thu, 04 Dec 2008 02:52:06 +0000</lastBuildDate><title>Rightwinger</title><description>Blog pessoal EPx</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/</link><managingEditor>epx@epx.com.br (EPx)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>86</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-7001342758345252512</guid><pubDate>Wed, 12 Nov 2008 18:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-22T19:46:43.215-03:00</atom:updated><title>Mais um fã do Sargento Getúlio</title><description>Olha só o que eu encontrei na Internet: &lt;a href="http://tempocontado.blogspot.com/2007/09/carta-ao-sargento-getlio.html"&gt;Carta ao Sargento Getúlio&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse blogueiro parece escrever deveras bem, vale a pena conferir os outros posts dele. Uns trechinhos do post citado:&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;No seu caso, (...) você tem sobre o respeito ideias tão suas que, embora pareça absurdo, elas se tornam simultanea­mente ridículas e universais, humanas e perigosas. Num momento provocam a minha ira, mas por um estranho poder de corrupção, logo a seguir me sinto obrigado a conceder que me parecem razoáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tãopouco posso apreciar o modo cego como você acata ordens, e menos ainda a agudez animal de, em tudo e todos, procurar o ponto fraco (...) tenho-me surpreendido a imaginar que talvez não desgostasse de viver uma vida linear como a sua, em vez de me ver submetido aos solavancos e à confusão do meu dia-a-dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o que sobretudo em si me fascina é a aceitação da existência (...) limitada a um único bem, o cumprimento da ordem, e reconhecendo somente um único mal, a desobediência à ordem.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/11/mais-um-f-do-sargento-getlio_12.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-8573546697501938912</guid><pubDate>Mon, 10 Nov 2008 23:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-10T21:23:39.801-03:00</atom:updated><title>Afinal, CD é pior que LP de vinil?</title><description>Como muitos sabem, existem discussões intermináveis entre os audiófilos comparando a qualidade sonora de LPs e CDs. Embora seja tecnicamente impossível, muita gente jura de pé junto que os LPs soam melhores que os CDs. Tive uma experiência pessoal que talvez explique este mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu ainda trabalhava na Conectiva, um colega de trabalho me pediu para converter um LP do Jacob do Bandolim para MP3. Aceitei meio contrariado fazer este favor, mas "cada aborrecimento esconde uma oportunidade": agradei-me muitíssimo do samba-choro do Jacob, era algo completamente novo para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, uns tempos depois o tal colega de trabalho achou um CD remasterizado do Jacob e presenteou-me com um exemplar. Mas, por algum motivo, as músicas não soavam tão bem. Soavam plastificadas, artificiais, Eu sempre prefiro ouvir os MP3 obtidos a partir do LP, do que o CD. Aparentemente, o som do LP é mesmo melhor que o digital. Esta seria a conclusão "naive".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será mesmo? Como é que esta qualidade superior do LP conseguiu copiar-se para o MP3, que também é um meio digital e ainda por cima sujeito a perdas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos anos, notei que esta sensação de "LP melhor que CD" não acontece quando ouço determinada música a partir do CD &lt;b&gt;pela primeira vez&lt;/b&gt;. Tendo ouvido a música do CD e me acostumado com ela, a versão LP parece ser o que tecnicamente se espera dela: comprimida e cheia de ruídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, minha conclusão a respeito da dispura CD x LP é o seguinte: o LP adiciona ruídos e "cores" à música, que tecnicamente são defeitos, porém esses defeitos entram no "bojo" das emoções que a música desperta no ouvinte. Uma vez que o ouvinte se acostumou com a "mensagem" da música no LP, a mesma música no CD vai parecer pasteurizada, fria. No entanto, esse mesmo ouvinte pode acostumar-se com a versão CD de outra música qualquer, internalizar as emoções dela, e neste caso ele vai estranhar a versão LP, por distorcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, ouvimos uma música não porque gostamos especialmente dela, mas porque ela nos faz puxar pela memória, e em geral este "puxar pela mmeória" é uma sensação agradável. E naturalmente, a versão que desperta nossas lembranças é aquela que ouvimos na época delas. Neste ponto, as distorções do LP ganham lugar cativo na memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto, vale lembrar as diferenças entre as diversas "escolas" de audiofilia que existem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Escola americana: som perfeito é o que reproduz com mais fidelidade o material original de áudio;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Escola européia: som perfeito é o que transmite mais perfeitamente a emoção que o autor do material original pretendia passar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Escola japonesa: som perfeito é o que transmite aquilo que o engenheiro de som pretendia passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é relativamente fácil produzir um amplificador de alta qualidade hoje em dia, a briga entre as escolas costuma ser mais ferrenha na confecção de alto-falantes (qualquer caixinha de som da China tem som bom -- basta trocar os alto-falantes). Não existe alto-falante realmente bom, existem alto-falantes menos ruins. Um alto-falante é sempre um dispositivo ineficiente, com resposta em freqüência cheia de picos e vales, e que sempre introduz distorções no som final. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é aqui que entra a questão da "emoção" do som. Inúmeros materiais de construção de alto-falantes proporcionam respostas mais planas que o papel, porém foram quase todos reprovados pelo ouvido dos usuários. E é por isso que continuamos a ver tantos alto-falantes de papel por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre alto-falantes, a eficiência energética é inimiga da qualidade de som. Aquelas cornetas que usam para tocar música na praça (e que alguns boys pobres põem no porta-malas do Chevette) são muito eficientes por watt, mas emitem um som terrível, como todo mundo sabe. No outro extremo estão os bons alto-falantes para automóveis e as caixinhas de home-theater que precisam ser pequenas -- ambos sacrificam totalmente a eficiência para obter alguma qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De longe, a escola de audiofilia dominante é a americana, inclusive na fabricação de alto-falantes, mas alguns aparelhos mostram uma influência européia/japonesa com resultados muito interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo é o amplificador valvulado, muito apreciado por audiófilos. Embora tal amplificador distorça mais que o equivalente a transístor, ele tem um som "mais agradável", Outro motivo é que a válvula não satura bruscamente como o transistor; a distorção de saturação da válvula acaba sendo indiscutivelmente mais agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo, este mais empírico e particular, é a sonoridade "gostosa" que alguns aparelhos de som parecem apresentar. Pessoalmente, possuo um minisystem da Sony e um CS-5 da Gradiente. Ambos possuem um som extremamente agradável a meus ouvidos, embora não sejam aparelhos high-end, e certamente não possuem resposta plana etc.. Provavelmente isto tem a ver com a cuidadosa escolha dos alto-falantes de papel que os dois aparelhos usam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente todo mundo já teve experiências semelhantes -- gostar ou desgostar de um aparelho de som sem saber exatamente o porquê.</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/11/afinal-cd-pior-que-lp-de-vinil.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>10</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-2362348294644278155</guid><pubDate>Thu, 30 Oct 2008 15:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-30T13:55:32.631-03:00</atom:updated><title>O lado A da esposa do nerd</title><description>Depois do meu post sobre as esposas de nerds, muita gente deve ter pensado (e inclusive comentado): por que esse sujeito casou e continua casado? Então acho que isto merece também uma reflexão escrita, novamente baseada na minha experiência pessoal e no que observo em amigos próximos, sem tentar seguir a mesma ordem de itens do post anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, a questão do dinheiro, responsável por 99% das brigas de casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a maioria das mulheres não saiba lidar bem com o dinheiro, é forçoso admitir que a maioria dos homens também não sabe, incluíndo aí os homens nerds. É um problema do homo sapiens, não do sexo feminino. A diferença, que faz as mulheres aparecerem mais freqüentemente com o estereótipo, é gostar de passear no shopping e comprar muitas coisas de valor individual pequeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem mesmo tive um exemplo disso, surgido de uma conversa na espera do oftalmologista. Um cara solteiro estava conversando conosco e disse que nunca iria casar, porque as mulheres gastam demais ("por exemplo, eu não tenho 14 sapatos"). Lembrei-o que homens gastam em coisas mais caras, e ele imediatamente confessou que desejava uma mountain bike de fibra de carbono de 14 mil reais -- sem precisar, porque já tinha uma mountain bike de boa qualidade... (E esse número 14 parecia ser importante na vida dele, deve ser filiado à Ku Klux Klan).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nerd típico tem o agravante de possuir múltiplos interesses e hobbies, e de conhecer o que é bom. Assim, ele vai querer ter computador de ponta, TV de ponta, celular de ponta, bicicleta do melhor material, e por aí vai. Todos estes objetos com obsolecência rápida e certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o nerd típico beneficia-se de ter uma esposa, pois no mínimo ele vai passar a gastar dinheiro em objetos cuja depreciação é mais lenta (como coisas para a casa). E nunca esqueçamos dos conselhos de Peter Lynch: deve-se possuir a casa onde se mora antes de aventurar-se a investir. Mesmo o nerd metido a investidor pode beneficiar-se da esposa que zela pela casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, lidar com dinheiro nunca foi problema (sou pão-duro mesmo), então nesta área minha esposa come na minha mão. Mas tem outra área na qual o meu descontrole típico do nerd aparece com toda a força: na alimentação. E conheço muitos outros nerds que também não têm limites à mesa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, eu tenho que admitir que não tenho auto-controle em relação a comida. É um vício. Coisas como álcool e fumo nunca conseguiram me "capturar", mas a comida conseguiu. Então, se eu ficar solteiro, é certo que vou morrer logo, não sem antes gastar bastante trocando o guarda-roupa algumas vezes, com roupas cada vez maiores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, este fator isoladamente é um grande motivo para casar e permanecer casado: para viver uma vida mais regrada. E é algo que tem de ser controlado o tempo todo; não adianta a Ana me falar apenas hoje que não devo comer mais, pois amanhã vou tentar de novo e ela vai ter de chamar minha atenção de novo. Para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro aspecto que eu pessoalmente posso dizer que melhorei muito, foi na apreciação da estética das coisas. Embora ainda me considere fraco nesta área, certamente estou muito melhor que antes, a ponto de ter opinião sobre decoração de casa, roupas etc., coisas inimagináveis antes de 2005. É engraçado constatar que tais coisas podem sera aprendidas, até certo ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no campo da estética, a aparência pessoal melhora em detalhes "imperceptíveis" quando há uma mulher cuidando de você e da sua roupa. Não admira tantos homens casados terem amantes, e tantas mulheres preferirem homens casados...</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/10/o-lado-da-esposa-do-nerd.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-1015135600080753955</guid><pubDate>Thu, 30 Oct 2008 15:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-30T12:10:19.640-03:00</atom:updated><title>Lavagem cerebral</title><description>Um &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=BEatsNW9pG8"&gt;clip interessante da Aline Barros, a cantora gospel&lt;/a&gt; para você mostrar pro seu filho:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Tilintintin, oferta tá caindo dentro da caixinha&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O MP3 dessa vai pra mesma pasta de curiosidades religiosas onde estão umas músicas da Clara Nunes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Inhansã, cadê Ogum?&lt;br /&gt;Foi pro mar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Será que vai rolar uma aniquilação mútua?</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/10/lavagem-cerebral.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-4017112229090837810</guid><pubDate>Tue, 21 Oct 2008 00:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-20T22:38:41.448-03:00</atom:updated><title>Simulador de vôo</title><description>Neste fim-de-semana, durante uma visita à minha irmã, tive uma experiência completamente diferente, proporcionada pelo meu cunhado piloto de avião: brincar num simulador de vôo "de verdade", daqueles utilizados para treinar pilotos num determinado tipo de avião. No caso, este simulador era de um Boeing 737, se não me falha a memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.epx.com.br/personal_blog/uploaded_images/ESC00282-760950.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://www.epx.com.br/personal_blog/uploaded_images/ESC00282-760855.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A simulação é muito realista em todos os detalhes "burocráticos" de um avião (partida de APU, partida de motores, combustível, rota, balizas de navegação via rádio etc. etc.), de modo que seria impossível tirá-lo do "chão" sem o auxílio de alguém que realmente conheça o avião. Naturalmente meu cunhado fez todo o red tape e deixou-me na cabeceira da pista para sair voando. Se desejado, a simulação pode começar desde quando o tratorzinho empurra o avião para trás (pushback).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo algo simples como taxiar o avião na pista é difícil. A física do simulador é naturalmente muito boa, e a inércia do avião está sempre lá. Coisas como usar turbina ou freio de um dos lados auxiliam muito fazer curvas no chão. Ao contrário do que eu supunha, os controles são todos bastante sensíveis e devem ser usados com parcimônia. Se houvesse passageiros no meu "avião", estariam todos gritando e reclamando até agora :) Sujeitos overreactive como eu não podem ser pilotos de avião, pois quebrariam a aeronave no meio em poucos minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som do simulador também era bom, era possível distinguir turbina esquerda de direita, entre outras coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.epx.com.br/personal_blog/uploaded_images/ESC00286-785880.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://www.epx.com.br/personal_blog/uploaded_images/ESC00286-785876.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decolar foi relativamente fácil: dar potência, esperar a velocidade V1 e puxar o manche ligeiramente para subir. Uma vez no ar, os controles continuam sensíveis e é difícil manter uma rota ou uma altura. Na prática, usa-se piloto automático o tempo todo logo depois da decolagem e até perto do pouso, para obter curvas suaves e evitar a fadiga (cansa muito ficar punhetando o manche o tempo todo, e provavelmente fazer isso causaria desgaste prematuro num avião de verdade). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo pilotando manualmente, usa-se o horizonte artificial continuamente, conjugados com a programação de rota, altura e controle automático do motor. É impossível pilotar olhando janela afora, isso porque o simulador estava programado com tempo bom, sem nuvens, sol do meio-dia (eis a exceção).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.epx.com.br/personal_blog/uploaded_images/ESC00289-712258.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://www.epx.com.br/personal_blog/uploaded_images/ESC00289-712232.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pousar foi simplesmente impossível. Quando você finalmente vê a pista, ela "já passou". Ou seja: se você não estiver perfeitamente alinhado, já não consegue mais fazer curvas e colocar-se em boa posição. Nas três vezes que tentei, sempre acabava cruzando a pista em diagonal. É certo que pilotar um 737 é bem mais complicado que um teco-teco, devido à velocidade, inércia e visibilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este simulador infelizmente não era daqueles que inclinam a cabine conforme as curvas, mas mesmo assim a simulação dos sons e das janelas já dava uma sensação incrível de movimento, a ponto de eu ter ficado completamente tonto numa tentativa de pouso, e ter saído de lá muito cansado e com dor de cabeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os nerds&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simulador tem inúmeras telas, já que os aviônicos são "glass cockpit" e mesmo os instrumentos que seriam analógicos num avião de verdade são telas pequenas neste simulador. A paisagem que se vê nas janelas é construída utilizando-se dois retroprojetores cruzados, que projetam sobre superfícies curvas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas pausas do simulador, deu pra ver que o simulador rodava Windows. Aliás, houve um momento que duas telas do glass cockpit apagaram, e o simulador ficou meio lerdo na atualização dos demais aviônicos (outra dica que era realmente Windows). Fiquei imaginando quantas placas de vídeo o computador tinha para manter todas aquelas telas. Na verdade, são cinco ou seis PCs inteiros, provavelmente ligados por rede.</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/10/simulador-de-vo.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-6216980781184721346</guid><pubDate>Wed, 15 Oct 2008 03:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-16T18:26:18.450-03:00</atom:updated><title>Dicas para esposas de nerds</title><description>É certo que o homem médio é intelectualmente inferior à mulher média. Isso é observável também em animais; em particular; constatei esse padrão primeiro em gatos e depois em humanos. Porém, a variância do QI dos machos é maior, o que torna mais comum a aparição de machos muito inteligentes (o gato mais inteligente que já tive era macho) e é claro alguns muito burros também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A variância maior entre machos causa um interessante fenômeno estatístico: se os 25% melhores homens casarem com as 25% melhores mulheres, é praticamente certo que cada marido seja mais inteligente que a esposa. E é exatamente isso que observo no meu "ecossistema", que (presumo) seja composto das pessoas do "melhor" quartil. Se considerarmos que todos os demais "ingredientes da felicidade" (dinheiro, sabedoria, moral) são correlacionados com o QI, como em geral admite-se que são, temos aí uma situação onde quase todos os bons casamentos são naturalmente assimétricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é um nerd solteiro, considere cuidadosamente as afirmações acima antes de casar; você dificilmente conseguirá assim uma "parceira", no sentido empresarial da palavra. Do seu ponto de vista intelectualmente privilegiado, uma esposa vai parecer um híbrido de amante e filha adolescente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é um nerd casado, talvez seja hora de conformar-se com o jeito que as coisas são, dado o meu sólido argumento estatístico acima...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é esposa de um bom marido (que provavelmente é um nerd)  pode olhar a coisa de três formas: ou achar que eu sou um porco machista e continuar batendo sua cabeça distímica na parede, ou se achar um lixo e cortar os pulsos, ou então considerar que você realmente "ganhou na loteria" -- e, seguindo alguns conselhos muito simples, poderá desfrutar do seu marido de forma muito mais efetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui vão os conselhos, tentativamente em ordem decrescente de prioridade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;ADESTRE SEU MARIDO&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como é que se adestra um animal? Com carinho e incentivos positivos; repreensões e xingamentos são totalmente desaconselhados. É como aquela piadinha comum em desenho animado, do cara que monta um burro e põe à frente do animal uma cenoura amarrada num caniço. O burro só anda porque corre atrás da cenoura. Às vezes, ele precisa efetivamente comer a cenoura e descansar, porque do contrário sobrevém a frustração e a cenoura perde o efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sábio conselho do meu atual chefe: não adianta esperar ganhar uma medalha ao fim de cada dia por ter sido um bom marido. O único motivo real para se permanecer casado é assim o querer. Ponto. Isso até é verdade num ponto de vista "macro"; casamentos que atravessam décadas são exercícios de triunfalismo. Porém, no dia-a-dia, todo mundo, seja macho ou fêmea, e o macho em particular, precisa ganhar uma medalhinha de vez em quando, assim como o Muttley da Corrida Maluca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas esposas parecem achar que o simples fato de existirem é prêmio suficiente. Ou que o sexo (monogâmico!) é prêmio. Ou que a existência dos filhos cumpre este papel. BZZZZ! ERRADO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;PARE DE RECLAMAR&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se existe uma queixa universal a respeito de esposas, é que elas reclamam o tempo todo. Infelizmente eu descobri do jeito difícil que isso é a mais pura verdade. E isto é um erro, pois reclamar é uma forma ineficaz de adestrar o marido. É como adestrar um animal batendo nele o tempo todo; ele nunca vai saber o que ele DEVE realmente fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note que aqui estou falando daquela reclamação gratuita, que refere-se a coisas óbvias, irrelevantes, sem solução, ou que o próprio reclamão deveria resolver. Exemplos: "A cor azul do céu me deprime". "Os vizinhos fazem barulho em dias de festa". Outra característica da reclamação ruim é a ocorrência dos "pares conflitantes": a mulher que reclama que o marido trabalha demais, e em seguida reclama que não pode comprar alguma coisa. As reclamações com estas características costumam ser associadas a mulheres, mas certamente existem muitos homens reclamões nesse mesmo viés. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres tentam nos vender a idéia que elas reclamam "para desabafar", enquanto homens reclamam "para resolver". Eu não compro essa idéia; pessoalmente, acredito que toda reclamona tem motivos bem específicos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) joga verde para colher maduro, ou seja, usa a reclamação informal como forma de tentar conseguir as coisas sem se comprometer. Se colar, colou. Se não colar, "eu só falei aquilo por falar, você leva tudo a sério". Um complemento desta estratégia feminina é a repetição: se reclamar uma casa maior for repetido um número suficiente de vezes, acaba entrando no "roadmap" como "desejo do casal". Como em geral as reclamações vêm em pares conflitantes (e.g. trabalho demais X pouco dinheiro), também é uma forma de delegar decisões sem comprometer-se com o resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) usa a reclamação como forma de manter o marido na defensiva, para sempre poder alegar que o esposo está "devendo" alguma coisa. Acho que este é mesmo o perfil mais comum da esposa reclamona. Num dia reclama que o marido não trouxe café na cama; no outro dia, reclama que o leite está frio e por aí vai. É particularmente interessante quando a reclamação envolve bens materiais, fora do alcance imediato do casal: serve para humilhar o marido e evita que ele sinta-se um macho alfa, pois nem sequer consegue satisfazer uma fêmea, muito menos duas ou mais! Os pares conflitantes também são muito úteis para colocar o marido em xeque perpétuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) descarregar mau humor em cima do marido, quando a causa real do mau humor é completamente diversa. Marido não é saco de pancada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra característica bem marcante da reclamação "ruim" é a repetição à exaustão, até virar pura chateação. A dica para a esposa é: reclame UMA vez de cada coisa. Você verá que o estoque de reclamações vai esvaziar em poucas horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra dica preciosa é "delegar" as chateações normais da vida doméstica para um livro ou agenda. Se queimou a lâmpada da varanda, reclame ZERO vezes, ou no máximo UMA vez, e anote no livro. Mais tarde, seu marido lerá o livro e tomará as providências necessárias. O mesmo para compras no supermercado: não reclame que acabou a banana na terça-feira se a compra só vai ser feita no sábado. Apenas anote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;SEJA EXPLÍCITA&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As esposas em geral acreditam que os maridos têm bola de cristal, e não a usam por pura maldade. Maridos nunca dão bons adivinhos, e maridos nerds em particular são ainda piores nesse mister (em particular quando sofrem da Síndrome de Asperger). Assim como animais precisam de instruções claras, também os maridos precisam. Já que as mulheres gostam tanto de falar e reclamar, aproveitem para ser explícitas quando devido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu ganhasse um dólar por cada vez que minha esposa fechou a cara sem explicitar o motivo senão muitas horas depois, eu estaria rico (em particular depois que o dólar deu essa subida aí). Por outro lado, eu não tenho o mesmo direito; se eu demonstrar o mais leve traço de descontentamento, preciso fazer relatório...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;EVITE O MICRO-GERENCIAMENTO&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este conselho pode ter inúmeras nuances. Vou analisar uma situação particular: o marido versus as tarefas domésticas. As esposas em geral reclamam que os maridos não ajudam nas tarefas domésticas. Isso é verdade, mas as esposas muitas vezes agem errado: ao invés de dizer ao marido QUAL tarefa deve ser feita, elas querem também controlar COMO a tarefa vai ser feita. Ou seja, elas não querem um ajudante; querem um escravo ou um robô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é claro que isso não vai dar certo. Você pode adestrar o cavalo a puxar a carroça e obedecer ordens de "alto nível" (ande, pare), mas não vai conseguir fazê-lo andar com as patas de um jeito diferente do que o instinto lhe prescreve. Cada um executa determinada tarefa do seu jeito. Se você quer ser ajudada, aprenda a delegar. Se não pode conviver com a diversidade de modus operandi, faça tudo sozinha SEM RECLAMAR!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu exemplo pessoal: lavar a louça. Considerando que homens têm habilidade motora em geral superior às mulheres, podemos presumir que homens lavem a louça melhor que mulheres. E é exatamente o que eu observo na minha família imediata: eu e meu pai lavamos louça MUITO melhor e mais rápido que as respectivas esposas. Eu já me prontifiquei mais de uma vez a lavar a louça todo dia à noite. Mas por que eu não persevero no hábito? Porque minha esposa vive se metendo ("lave primeiro isso, depois aquilo...", "pra que você tá esquentando água?"), e principalmente reclamando do barulho ("vai acordar o bebê"), sendo que ela faz ainda mais barulho porque é mais desastrada -- e um bebê precisa afinal acostumar-se com os ruídos normais de uma casa! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este padrão de comportamento repete-se em muitas outras atividades domésticas: esposa quer fazer tarefa A e pede para marido fazer tarefa B; esposa fica "supervisionando" marido na tarefa B e esquece da tarefa A, tornando a ajuda do marido completamente inócua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece algo parecido quando trata-se de cuidar do bebê. É certo que a mulher é mais delicada que o homem nesse mister. Mas bebês são mais resistentes do que parecem; não morrem (nem mesmo choram) só porque o pai troca as fraldas ou brinca com gestos um pouco mais bruscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;MARIDO NÃO É MÁQUINA NEM SACO DE PANCADA&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres ainda enxergam-se como o sexo frágil, aquela coisa de que "eu consigo fazer as coisas APESAR de ser mulher". Simetricamente, elas tendem a enxergar os maridos como máquinas ou super-homens. Algumas coisas que mulheres teimam em "esquecer" a respeito dos homens: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; * que eles precisam dormir (em particular os que trabalham com o cérebro);&lt;br /&gt; * que eles estão sujeitos a mau humor e frustrações;&lt;br /&gt; * que precisam de incentivos;&lt;br /&gt; * que não dá pra ter tesão por uma mulher às 2:00 se ela estava reclamando e fazendo cara feia até às 1:55;&lt;br /&gt; * que eles têm gostos diferentes da esposa, pois cada afinal humano é diferente do próximo;&lt;br /&gt; * que dirigir numa viagem cansa mais que ficar olhando a paisagem (motoristas profissionais são PAGOS para fazer isso, afinal de contas);&lt;br /&gt; * que o simples fato de "ter uma família" NÃO é incentivo suficiente para se matar de trabalhar. Precisamos de medalhas e cenouras, assim como vocês precisam do trigentésimo sapato ou da quadringentésima blusa.&lt;br /&gt; * que o trabalho do marido NÃO é um parque de diversões.&lt;br /&gt; * que o marido tem não memória perfeita. Não adinata ficar falando durante toda a semana dos alimentos que faltam, se a ida ao supermercado está agendada para o sábado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra consideração importante é que marido não é saco de pancada, e não vale ficar xingando e reclamando com ele para "desabafar" um problema completamente fora do contexto do casal. Como aquela vez que minha esposa passou 2 dias de cara amarrada comigo e no fim o motivo era... que os parentes dela não mantinham contato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;RESPEITE O ESPAÇO DO MARIDO&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês mulheres têm essa necessidade visceral de controlar tudo e todos. Se pudessem, leriam nossos pensamentos. Por favor, usem esse controle apenas para vigiar onde os filhos estão correndo, e não para ficar nos stalkeando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É incrível como é difícil explicar para a mulher que às vezes o marido precisa ficar sozinho. Não estou falando de ficar sozinho fora de casa; estou falando de ficar simplesmente num cômodo da casa, de porta fechada, ouvindo uma música, lendo um livro ou a Wikipedia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, quando estamos na mesma sala que ela e os filhos, não vamos estar necessariamente interessados no que está passando na TV, mas sim estaremos usando um computador ou lendo um livro, e que mesmo nestes momentos de lazer as interrupções são MUITO chatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, quando dedicamos tempo extra a nossa profissão (na forma de hora extra, leitura, pesquisa ou hobby), vocês acham ruim "porque trabalho tem de ficar confinado ao horário de trabalho". Isso pode valer para peão de obra, para aquele troglodita com que sua irmã casou. O bom marido, que ganha bem, tem uma profissão que demanda aperfeiçoamento constante, até mesmo paixão por aquilo que se faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, quando sorrimos ou fazemos uma expressão carrancuda, vem inevitavelmente aquela perguntinha chata: POR QUE você tá sorrindo? POR QUE você tá bravo? Como mulheres, vocês deveriam saber que sentimentos às vezes ocorrem sem razão subjacente. Nós homens somos humanos também, não somos máquinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homens são territoriais; eles querem possuir um quadrilátero de terra ou um cômodo da casa para chamar de seu. Só seu. Mulheres não dão bola para território, mas elas querem possuir pessoas. É uma diferença inerente, a rigor ambas as formas de "posse" são igualmente respeitáveis. O ponto é que a esposa tem de respeitar o fato do marido ser territorial. Invadir o escritório enquanto o marido está querendo sossego é ruim. Trazer parentes para morar junto é MUITO ruim (em particular se for macho, pois é invasão de território).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;APRENDA A LIDAR COM DINHEIRO &lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase a totalidade das mulheres está programada para lidar com dinheiro assumindo que está casada com um "marido médio", aquele tipo que gasta todo o dinheiro ou com automóvel ou com amantes. Contra esse tipo de marido, a estratégia é dividir e conquistar: inventar situações e despesas o tempo todo, tentando ocupar todo o orçamento, para subtrair o máximo de dinheiro às amantes. Até aqui, tudo bem. O marido médio e a esposa média se merecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, as esposas não reprogramam-se quando seu marido é de qualidade maior. Elas continuam agindo da mesma forma, tentando ocupar todo o orçamento, sem deixar espaço para coisas como poupança, previdência e por aí vai. A esposa enxerga poupança como uma ameaça, pois homem + dinheiro sobrando = divórcio. Aí entra o aspecto complementar que é a mulher achar que o marido é uma máquina, que vai trabalhar a 110% da capacidade até os 75 anos, e portanto o dinheiro nunca vai faltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que a mulher sabe administrar dinheiro, veja quantas famílias monoparentais existem por aí que fazem milagre com salário mínimo. Então, não entendo porque não seja possível adaptar-se de forma mais inteligente a uma situação de bonança, ao invés de agir como criança pedindo sempre mais e mais coisas. Aliás, mesmo algumas estratégias femininas de economia são incrivelmente infantis. Exemplo: "economizar" durante 15 dias e achar que pode-se gastar bastante no 16o dia por conta disso! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é assim que funciona; economizar é um esforço de anos e anos, tem de tornar-se um hábito. E o objetivo de economizar não é gastar no fim da jornada; é conquistar uma renda extra. Porque o seu marido não é uma máquina, ele também quer ter o conforto de uma renda passiva, assim como você tem o conforto de um marido que ganha bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma variante insidiosa da "economia feminina" é investir em imóveis (e.g. uma casa maior ou reformas). Para a mulher, esse "investimento" tem diversas vantagens: é uma torre de marfim para mostrar pros parentes, é uma forma eficaz de tornar o patrimônio ilíquido, incluindo FGTS (evita que o marido gaste com amantes!), não pode ser facilmente dividido em casa de divórcio ("então tem que ficar pros filhos, né!"), e é comumente tido como um bom investimento. Cara esposa: nada contra possuir o imóvel em que se mora, mas despejar dinheiro continuamente neste ou noutros imóveis não é investimento, é apenas um desejo egoísta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que a lógica patrimonial da mulher é diferente. Um homem procura possuir COISAS; uma mulher procura possuir PESSOAS. A mulher não faz questão de possuir os bens do casamento, mas ela faz questão de possuir o marido, que por sua vez possui os bens. O objetivo de "limpar" o marido no divórcio não é obter os bens, mas sim impedí-lo de retomar a vida facilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra situação, que felizmente não acontece comigo mas já vi muito, é a famosa ajudinha financeira aos parentes. Pelo que observo, essa ajuda é muito mais comumente dada aos parentes da esposa que aos do marido. Uma possível causa é que a mulher usa isso para estabelcer vínculos com os seus. É um investimento em gente, digamos assim, pois a mulher gosta de "possuir" pessoas. Já um homem vê isso como dinheiro jogado fora, já que ele não quer possuir pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dica tanto para maridos como para esposas: coloquem sua "lista de desejos" no papel, com os valores dos itens. Melhor ainda: os desejos devem ser cotejados com a renda livre mensal, para que seja possível ver o tempo que leva para conquistar cada coisa. As esposas beneficiam-se desta prática porque verão quanto dinheiro aquilo representa no cômputo geral, e coteja sonho com possibilidade. Os maridos beneficiam-se desta prática porque (experiência própria!) uma mulher reluta MUITO antes de assumir um compromisso escrito a respeito de orçamento doméstico; 60% das vezes ela prefere desistir do desejo do que assumir o compromisso formal de apertar o cinto e ajudar a conquistar aquele objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;ADMITA QUE TODO DESEJO É EGOÍSTA&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra falácia com que as esposas enganam os maridos, e também a si mesmas, é colocar determinados desejos como "coisas para a família". Os exemplos canônicos são novamente relacionados a moradia: móveis melhores, casa maior etc. etc. Por outro lado, desejos tipicamente masculinos são tachados de "egoístas": automóvel maior, computador melhor e por aí vai. Pois eu afirmo que uns e outros são igualmente egoístas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falácia do "interesse de família" fica ainda mais insidiosa quando envolve filhos. É difícil para um marido distinguir entre a necessidade do filho e o orgulho da mãe em exibir-se para os parentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha esposa vive falando para aumentar a casa em 2 cômodos. Naturalmente, ela tenta vender a idéia como "algo que vai ser bom para todos nós". Mas a gente passa 99% do nosso tempo livre em no máximo 15% da área total da casa (portanto, aumentar a área só aumentaria a ociosidade). Chega fim-de-semana, ela começa a dizer "Bênhê, vamos passear de carro?". Ou então eu faço um churrasco em fogo de chão -- ou seja, FORA de casa, é como eu e ela preferimos. O único motivo plausível pelo qual nós poderíamos querer uma casa ainda maior, é para mostrar aos parentes... Nada mais egoísta do que isso, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pleno século XXI, está na hora de TODAS as pessoas admitirem que todo desejo é egoísta, e as prioridades devem basear-se em outros parâmetros, como a divisão 50:50 entre marido e mulher. Se móveis novos não são importantes para o marido, é perfeitamente justo destinar 50% do dinheiro sobrando para móveis novos e os outros 50% para o que ELE quiser, seja carro, computador ou videogame.</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/10/dicas-para-esposas-de-nerds.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>17</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-2262420382750502073</guid><pubDate>Tue, 07 Oct 2008 16:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-07T14:24:14.508-03:00</atom:updated><title>Felix com 6 meses</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.epx.com.br/personal_blog/uploaded_images/epxfelix-745464.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://www.epx.com.br/personal_blog/uploaded_images/epxfelix-745463.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt; Agora já está consideravelmente mais divertido ser pai. O Felix já senta, já se agrada de brincadeiras bobas e está mais forte nos músculos, o que o torna mais fácil de pegar, carregar e brincar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado ruim é que ele quer companhia quase o tempo todo durante o dia, o que ocupa muito de nós. Pelo menos ele dorme muito bem à noite: apaga às 11, acorda às 7 para comer, dorme até as 10. Até agora não perdemos uma noite sequer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos de doenças, só teve até agora um resfriado, de que ele recuperou-se muito mais rápido que os pais dele...</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/10/felix-com-6-meses.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-681138328083192484</guid><pubDate>Thu, 28 Aug 2008 21:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-28T18:43:55.684-03:00</atom:updated><title>Sargento Getúlio, o herói esquecido</title><description>Houve um herói brasileiro antes do Capitão Nascimento. Não estou falando de Macunaíma, o "herói sem caráter". Falo do Sargento Getúlio, personagem principal do romance homônimo de João Ubaldo Ribeiro (também autor de "O Sorriso do Lagarto", transformado em minissérie pela Globo). Sargento Getúlio também virou filme, representado por Lima Duarte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Getúlio é um sargento da Polícia Militar de Sergipe, capanga e apadrinhado de importante político, através de quem ganhou essa divisa. É mandado a Paulo Afonso/BA, para capturar um inimigo político do chefe e trazê-lo até Aracaju, onde provavelmente será executado. Getúlio vai com Amaro (seu motorista e amigo inseparável) num automóvel "hudso" (Hudson).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia vaza, há pressão política e o chefe manda cancelar a missão, mas Getúlio não compreende tais sutilezas; recusa-se a libertar o prisioneiro e só descansará quando entregá-lo em Aracaju. Enfrenta até forças federais por conta disso, e acaba sendo abatido no terceiro combate com elas. (Embora não fique explícito, o fato da primeira força exigir que o sargento entregue-se junto com o prisioneiro implica que Getúlio foi descartado pelo chefe).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante o estilo em que o livro é escrito: longos monólogos de Getúlio que se estendem por várias páginas, sem parágrafos, uma frase grudada na outra, é algo difícli de ler. Só há parágrafos e frases curtas em alguns (poucos) diálogos ao longo da história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se alembre: se em vez de lhe buscar em Paulo Afonso com todos cuidados e lhe trazer nessa viagem tirana da peste, peste, peste, peste! merda, Amaro, segure esse porra desse hudso que este pai dégua se desmantela-se! se em vez de lhe trazer eu lhe passasse o aço e lhe carregasse a cabeça dentro dum bocapio o que ia ter era muita sastifação em todo o Estado de Sergipe, seu bosta, digo mesmo, bosta, bosta, seu cabeça de bosta, coração de toloco, filho dum cabrunco! olhe o desgramado, espie aí, Amaro! fugir pra Paulo Afonso, ora fugir pra Paulo Afonso, fugir pra Paulo Afonso feito uma vaca, bexiguento! fugir pra Paulo Afonso, pra Paulo Afonso, lá nos infernos, viu, cão da pustema apustemado, lhe faço uma desgraça, pirobo semvergonho, pirobão sacano xibungo bexiguento chuparino do cão da gota do estupor balaio, mija-na-vareta, tem ginásio, tem ginásio! nunca vi ginásio fazer caráter, não responda porque é melhor, lhe meto a cabeça num bocapio e deixo o resto com os guarás, cachorro bexiguento, está pensando o quê, agora responda, capão do rabo entortado, peste! capão da peste, tiro um cunhão seu fora nesse minuto, para lhe ver amofinado e roncolho em Ribeirópolis daqui a pouco, nego fujão; fidumaégua, fidumavaca, fidumajega, viado corredor, peste, peste, peste peste! lhe como a alma, está pensando! lhe tiro o figo, está pensando, ora fugir para Paulo Afonso, amasiado com mulher dama, adeus mestre, ora taí, Amaro, homem creia! Não se enxira, Amaro, quando a cabeça esquenta o melhor é deixar refrescar. Tu tem curso de ginásio, Amaro? Que eu sei, você andava lavando a escada do Ateneu. Se lavar escada do Ateneu dá ciência, você vai bem. Pergunte a esse comunista daqui, esse maricão estrumado, esse capadócio desse udenista, esse peste ruim! pergunte, mas não vá pensando que ele responde, que ele não responde. Só fala com doutor, mas está aí de beiço tremendo como rabo de largatixa, com medo que eu dê um fim nele agora. Dou mesmo, peste!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a história represente algumas das piores coisas que há e houve no Brasil (coronelismo, República Velha), simpatizo com a história e com o personagem. Talvez pela grande interpretação de Lima Duarte, pela teimosia do personagem principal, ou pelo rígido código de honra que ele segue sem titubear até à morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As músicas da trilha sonora do filme também são engraçadas. O verso de uma delas é de singular sabedoria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A vantagem de quem tá no poder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   é judiar de quem tá por baixo"</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/08/sargento-getlio-o-heri-esquecido.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-3876797964853239969</guid><pubDate>Tue, 19 Aug 2008 12:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-19T09:35:08.227-03:00</atom:updated><title>Felix noveleiro</title><description>O Felix, com cinco meses agora, pára qualquer coisa que esteja fazendo, e fica olhando atentamente para a TV quando toca a musiquinha de entrada da Favorita...</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/08/felix-noveleiro.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-6887528486995123063</guid><pubDate>Mon, 11 Aug 2008 16:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-11T14:18:14.066-03:00</atom:updated><title>Educando meninos e educando maridos</title><description>Devido à recente paternidade, tomei emprestados mais dois livros sobre educação de criancas: "Ouse Disciplinar" de James Dobson, e "Educando Meninos" do mesmo autor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os livros são excelentes, se você souber filtrar o ranço direita-cristã-evangélica que os permeia. Eu diria mesmo que o autor faria melhor em lançar uma versão "agnóstica", atingiria um público maior. Como evangélico, sei melhor do que ninguém que existe uma certa "alergia" a conteúdos com verniz cristão, e para ser honesto eu mesmo prefiro que textos sobre assunto X não tenham verniz Y.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ênfase dos livros é o "tough love" que é essencialmente a última moda da educação. Mas ao contrário do "Quem Ama, Educa", os livros tratam os pais/maridos como componentes importantes do casamento e da educação dos filhos, "as they are", e não como imbecis-xucros-a-serem-domados como acha o Içami Tiba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso há obviamente um raciocínio circular, já que são livros voltados para maridos/pais, e um marido/pai que se dá ao trabalho de ler um livro desse, é muito provavelmente um bom marido/pai. É o "Efeito Mateus" em ação, onde quem tem já possui um nível X de esclarecimento consegue adquirir mais, e quem não tem, continua sem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Troquei hoje uma idéia com outro amigo sobre uma das idéias (controversas) defendidas pelo Educando Meninos, que é a mãe não trabalhar fora, dedicar-se à educação dos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já deixei claro neste blog que, pessoalmente, na minha visão de mundo e situação, prefiro que minha esposa cuide da casa do que trabalhe fora pelo salário mínimo. Simplesmente porque é economicamente mais vantajoso para nós dois. Afinal de contas, num casamento com comunhão parcial, legalmente cada membro do casal é "dono" de 50% dos rendimentos totais. Cada um desempenha o papel que sabe fazer melhor, e todo mundo fica feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, será que esta configuração familiar é realmente aconselhável, a priori e para todo mundo? Mais direto ao ponto, se você tivesse uma filha, educaria-a para ser uma dona de casa? Eu acho que não. Porque, apesar das provisões legais de divisão de bens, pensão e etc., a igualdade de condições de uma esposa sem rendimentos é uma ficção. Só funciona quando existe honestidade de todas as partes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E honestidade de todas as partes envolvidas -- eis a exceção...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja a seguinte situação, que está acontecendo com uma família aparentada minha. O marido arruma amantes debaixo do nariz da esposa, aparentemente "pedindo" para ser mandado embora (a casa é dela). Eles têm dois filhos pequenos e ela não trabalha, nem nunca trabalhou, nem tem uma profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, ela agüenta tudo calada, porque se mandar o marido embora, certamente ele vai usar esse pretexto para sumir no mundo, ou pagar uma pensão microscópica. E aí, faz o que?  Se fosse há um século atrás, era mais fácil: o clã familiar expulsaria o safado e assumiria o sustento da mulher e dos filhos. Minha família já foi assim um dia. Note o pretérito perfeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, em particular na classe média, cada um considera "família" apenas família nuclear: pai, mãe e filhos pequenos. O resto é gente conhecida que encontramos em festas de casamentos e em velórios. A educação de um filho é um custo potencialmente infinito, e cada um cuida estritamente do seu, pois já é fardo suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma possível solução seria o Estado pagar um salário para a mãe que cuida dos filhos. Existem projetos de lei nessa direção, não só para donas de casa, mas também para inúmeras outras pessoas que fazem trabalhos essenciais porém não remunerados, como cuidar de familiares doentes. Considerando o número de famílias monoparentais do Brasil, o Bolsa-Família é um tipo de compensação nesta direção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, não quero nem imaginar o potencial de abuso em cima de um mecanismo assim...</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/08/educando-meninos-e-educando-maridos.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-4910677825901216168</guid><pubDate>Wed, 16 Jul 2008 16:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-16T13:15:50.965-03:00</atom:updated><title>Daniel Dantas e o regime militar</title><description>Embora eu discorde da forma que a PF abordou o caso do Dantas, inclusive por contraproducente, não é engraçado que as mazelas da polícia sejam autopsiadas apenas quando sua ação atingiu gente rica e poderosa, que todo mundo sabe ter culpa no cartório?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso me faz pensar se as ações policiais do regime militar também nào foram desproporcionalmente criticadas, justamente pelo fato de também terem atingido filhos da alta sociedade. Às vezes, penso ler nas entrelinhas que incomodava mais a ditadura desconsiderar sensibilidades nobiliárquicas do que pelo que ela realmente fazia de errado (tortura &amp; cia.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme Percival de Souza, "o know-how dos porões veio da Polícia Civil de SP". Pobre sempre apanhou da polícia, e continuou apanhando depois da "redemocratização". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-se que a ditadura matou 300 inimigos políticos ao longo de 20 anos. A gente era feliz e não sabia: só nesta última semana, a polícia brasileira matou 6 inocentes em ações desastradas, o que dá 300 por ano.</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/07/daniel-dantas-e-o-regime-militar.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-1146791634226639708</guid><pubDate>Fri, 04 Jul 2008 23:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-04T21:15:55.098-03:00</atom:updated><title>SIGPIPE</title><description>É, a vasectomia está feita. Alguns fatos aleatórios sobre o procedimento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) O Dormonid não me fez dormir, nem mesmo me deixou "zen", e tive de encarar a injeçãozinha da anestesia bem acordado. Assim, a contagem de 27 anos sem tomar injeção (não contando retiradas de sangue e injeções venosas) volta a zero. Não doeu, apenas picou, e assim está patente que meu medo de injeção é covarde e sem fundamento :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) O procedimento em si é muito rápido, coisa de 15 minutos, e ele mesmo não dói, obviamente devido à anestesia local. Incomoda um pouco o saco escrotal que reage à invasão e se contrai, comprimindo os testítculos que não estão anestesiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) A anestesia local é de curta duração e o médico tem de trabalhar rápido. Já deu para sentir as picadas na hora de fazer os pontos. Nada terrível, mas se tivesse demorado mais, doeria bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) O médico fez uma única incisão, logo abaixo da base do pênis e um pouco à direita, e dali acessou os dois canais deferentes. Isso dá mais trabalho ao médico, mas é uma incisão a menos para fechar e cicatrizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Apesar de ser um procedimento simples, vai ter um "molho" de 3 ou 4 dias. Estou sentindo uma colicazinha, como se tivesse levado um chute no saco anteontem. É interessante que a dor está "longe" do lugar da intervenção (os nervos no interior do corpo são imprecisos em localizar a dor).</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/07/sigpipe.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-7619802897809319428</guid><pubDate>Tue, 01 Jul 2008 00:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-30T22:23:05.540-03:00</atom:updated><title>Pudim de leite, ou "banho-maria"</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.epx.com.br/personal_blog/uploaded_images/30062008397-755053.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://www.epx.com.br/personal_blog/uploaded_images/30062008397-755049.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Ativei o Webalizer no meu site, e por incrível que pareça, uma das páginas com mais hits é uma receita de tapioca elaborada a partir de polvilho doce. Assim, já que a galera gosta mesmo é de comer, segue mais uma receitinha: pudim de leite, ou "banho-maria" como alguns do Sul costumam chamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os únicos ingredientes são: açúcar, leite condensado, leite e ovos. Dos quais um é redundante pois leite condensado é leite com açúcar cozido até engrossar. É incrível como uma coisa tão gostosa possa ser elaborada a partir de ingredientes tão ordinariamente disponíveis. Na verdade, se analisarmos a receita da maioria dos alimentos, uns 30 ingredientes no máximo cobrem 99% das receitas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMO PREPARAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O implemento ideal é uma panela+fôrma de banho-maria vendida como um conjunto, embora aqui nós improvisemos com uma fôrma de bolo (daquelas redondas com um calombo no meio, bem daquelas pra fazer bolo de pobre) e uma panela grande que conterá a água. O fogo esquenta a água e a água fornece o calor do cozimento, daí o nome "banho-maria" que alguns dão ao pudim. A água como meio de transmissão do calor garante que a temperatura de cozimento nunca vai passar de 100 graus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloque cinco colheres de sopa cheias de açúcar na fôrma e leve DIRETAMENTE ao fogo para formar uma calda de caramelo. O ponto é preferência pessoal. Pessoalmente, gosto a calda muito escura, com gosto de queimado mesmo, e este ponto é atingido quando a cada começa a espumar. Quem prefere calda mais clara pode adicionar 1 ou 2 colheres de sopa de água para o açúcar dissolver a temperatura mais baixa. Uma vez formada a calda, tire do fogo e reserve. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num liquidificador, misture os seguintes ingredientes: uma lata de leite condensado, 2 medidas adicionais de leite (use a lata vazia como media), e 4 a 6 ovos inteiros. Bata apenas para misturar (coisa de meio minuto), despeje na fôrma com a calda de caramelo, e coloque a fôrma dentro da panela com água aquecida. Deixe o pudim cozinhando por 40 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais ovos, mais consistente e com mais gosto de ovo fica. Com 4 ovos o gosto e a textura ficaram incríveis, porém fica impossível desenformar sem quebrar tudo, só ficou firme uma vez gelado (e amorfo). Com 6 ovos, o pudim de leite da foto endureceu logo e desenformou facilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu particularmente gosto de adicionar ainda um pouco de açúcar de baunilha, mas a Ana não gosta, então fica de fora aqui. Alguns gostam do pudim de leite ainda mais doce e adicionam açúcar normal à mistura, mas quem faz isso deveria procurar um endocrinologista porque já fica doce o suficiente sem isso :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VERSÃO SOVINA DO PUDIM DE LEITE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o leite condensado é nada mais que leite e açúcar na mesma proporção em volume, pode-se substituir a lata de leite condensado por 1 medida de leite e 1 medida de açúcar. Como a mistura vai ficar um pouco mais diluída, é aconselhável usar 6 ovos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente, acho que o leite condensado deixa o pudim com consistência mais lisa, mas tem gente que consegue fazer o pudim bem liso sem usar leite condensado. Não sei o segredo.</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/06/pudim-de-leite-ou-banho-maria.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-1242207838453712808</guid><pubDate>Mon, 30 Jun 2008 15:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-30T13:20:56.541-03:00</atom:updated><title>Projeto de lei contra homofobia</title><description>Semana passada deu o que falar o tal projeto de lei que tipifica o crime de homofobia. Há várias semanas, o pastor Silas Malafaia e outros têm feito uma campanha contra o tal projeto de lei, alegando que ele vai cercear as liberdades de expressão e opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última sexta-feira, o Espaço Público da TV Brasil trouxe um deputado pastor evangélico (um tal de Rodovalho) e um representante de associação foobar de LGBT (essa nova sigla ficou mais fácil de lembrar para mim, porque é análoga a IGBT, um tipo de transistor utilizado em locomotivas elétricas). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, foi patético. Nem um nem outro conseguiu defender de forma coerente o seu ponto de vista. O deputado foi especialmente decepcionante porque, sendo deputado, deveria ter preparado-se melhor. Ele socou-se num canto, dizendo que "crime de injúria já é previsto na lei" e dali ele não saiu mais, sendo que existe crime específico para racismo, que também caberia debaixo do guarda-chuva da injúria, e ele não soube explicar porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bola ficou quicando na área, sem goleiro... e o LGBT também perdeu a oportunidade de fazer aquele golaço. Ficou tergiversando sobre os direitos dos gays desde a Pré-História e nem mesmo instado pelos jornalistas tratou de estabelecer o paralelo com a lei anti-racismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, temos aqui um caso interessante. Vamos analisar a validade deste projeto de lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Em tese, os crimes de homofobia enquadram-se mesmo no crime de injúria e/ou agressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. No entanto, o mesmo vale para os crimes de racismo. O crime de racismo tem tipificação especial e penas mais severas porque o legislador percebe este TIPO de injúria como mais grave, dado todo o histórico de discriminação contra o negro etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Note-se também que as penas dos crimes de injúria e agressão são notoriamente brandas no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Considerando que o grosso da sociedade aceita a lei anti-racismo como válida -- pois é necessário um tratamento mais severo contra certos tipos de injúria, inclusive como fator de reeducação -- o projeto de lei que tipifica o crime de homofobia também pode ser válido, pois é perfeitamente admissível que este e outros tipos específicos de injúria sejam punidos com mais rigor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Não procedem certos argumentos dos evangélicos como "esta lei vai permitir pedofilia porque ningúem vai poder contestar a preferência sexual do pedófilo". É muito diferente, porque o pedófilo é perpetrante, não vítima; e já existe previsão no Código Penal (e no ECA) para o crime de pedofilia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. O que -- talvez -- esta lei provoque é uma discussão judicial de conflitos do direito do gay contra o direito de livre associação de outras pessoas. Nos EUA, houve o famoso caso onde os gays processaram o Movimento Escoteiro, pois este não aceita gays por lá. A Suprema Corte decidiu em favor dos escoteiros pois é lícito um clube privado selecionar seus membros por quaisquer critérios, por mais estapafúrdios ou exóticos que sejam. O mesmo quanto a aceitação de gays em igrejas etc. etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Outro objeto certo de contestação são as penas previstas na lei, que podem ser maiores para uma ofensa homofóbica do que para o homicídio. Algo semelhante acontece no novo Código de Trânsito; não sei como os juízes têm lidado com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especificamente para quem mata uma pessoa dirigindo um automóvel de forma perigosa, é perfeitamente aceitável que a pena seja maior que o homicídio simples, pois há o dolo eventual (o motorista "não estava nem aí" se alguém morresse) e o agravante da responsabilidade. Como juiz, eu pensaria assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos também alguns fatores extra-jurídicos na jogada. Um promotor presente no Espaço Público mencionou que "toda minoria quer ter uma lei para chamar de sua". Isto é verdade; corremos o risco de entupir ainda mais nosso ordenamento jurídico que quisermos segregar cada subtipo de injúria ou agressão sob uma lei diferente. Emplacar uma lei específica é vista como uma "vitória" pelas minorias, mas na prática isso não resolve nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra possível discussão é se os direitos dos gays são tão merecedores de proteção especial quanto os crimes de racismo; ou mesmo se uma lei para isso teria qualquer eficácia. Eu não conheço o problema de perto, portanto não tenho a mínima idéia de uma resposta. Discriminação racial eu já vi acontecer na minha frente, não foi nada agradável, mas infelizmente nem mesmo a atual lei anti-racismo resolveria o caso, pois o governo ainda não pode ler a mente das pessoas. Entra o fator "caráter educativo" da lei anti-racismo, sobre o qual poderíamos escrever um livro inteiro e ainda não chegar a uma conclusão :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ampliando o raciocínio, todos os demais direitos deveriam ser objeto da mesma proteção, não apenas os chamados "direitos humanos". Se alguém rouba seu dinheiro na rua, seu direito humano foi desrespeitado, afinal o direito à propriedade também pode ser considerado direito humano. É perfeitamente possível que aquele dinheiro roubado fosse tudo que a pessoa tivesse para alimentar-se durante um mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se um emprego é negado a um negro ou a um gay, ele não terá dinheiro. Assim, ele incorre em dois riscos: não ter emprego, e ainda por cima ser roubado. Olhando por esse aspecto, a tutela legal específica para minorias faz novamente sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente, espero que o direito à opinião e livre associação continuem tendo prioridade maior no ordenamento jurídico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, eu não ficaria feliz se meu filho fosse gay. Não deixaria de ser meu filho, mas jamais aceitaria por exemplo que ele trouxesse o "genro" para visitar os "sogros". Eles lá, eu aqui. Este é meu direito de desgostar de alguma coisa -- e manifestar esta preferência num blog -- assim como eu nunca pintaria minha casa de laranja já que gosto de verde. Resta saber se este tipo de limite vai ser respeitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, o nome popular do crime -- homofobia -- é infeliz pois induz à confusão de conceitos. Uma coisa é alguém não gostar ou ter medo de determinada coisa (fobia); outra é ter ódio daquela mesma coisa; e ainda outra é cometer um crime baseado na fobia ou no ódio. (Nos EUA, o "crime de ódio" tem tipificação penal especial.) Mas confusão semelhante já acontece em outras tipificações, como no caso da pedofilia, que é uma parafilia (ou doença) e não um crime "per se" (e ainda propositadamente confundida com efebofilia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, os comments inflamados :)</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/06/projeto-de-lei-contra-homofobia.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-6618089152439275313</guid><pubDate>Mon, 30 Jun 2008 00:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-29T22:08:03.657-03:00</atom:updated><title>Obama e outros incentivam estudantes a entrar no serviço público</title><description>Nos últimos dias, tanto o Obama quanto o McCain deram palestras a estudantes e incentivaram-nos a procurar profissões construtivas, em particular no serviço público, ao invés de irem direto trabalhar em Wall Street em busca da erva graúda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, uma nota para esclarecer que o serviço público dos EUA é muito diferente do Brasil, tanto em termos relativos quanto absolutos. No Brasil, emprego público é o ápice da carreira de muita gente, pois tem estabilidade e paga muito melhor que o setor privado. Nos EUA, costuma ser um lugar para estagiar e aprender, para depois alçar uma posição que paga mais no setor privado. Muitos cargos como xerife e juiz são preenchidos por eleição, e tendem a ser preencidos por advogados em fim de carreira, como uma forma de "devolver" algo à comunidade. E se não fizer um bom trabalho, é votado fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, buscar uma carreira no serviço público nos EUA significa aceitar um salário relativamente baixo. Seria o equivalente local de ser professor -- já que neste país tropical tem office-boy da Justiça ganhando 12 mil reais por mês enquanto há professores que ainda não ganham salário mínimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O núcleo da mensagem que ambos os postulantes ao lugar do George Arbusto queriam passar, é que os jovens deveriam procurar profissões honradas e úteis à sociedade. Mas, se acreditamos (eu e esses dois) no mercado que se auto-regula... que história é essa de tentar atrair pessoas para "boas profissões" só na base da lábia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um estudante recém-formado tem duas oportunidades A e B, sendo que B paga mais e continuará pagando mais por todo o futuro imaginável, é simplesmente inimaginável que alguém escolheria A. Ok, talvez haja um maluco entre 50 que o faça, mas a tendência é todo mundo ir para B. E isso é perfeitamente normal, e até moral, assumindo-se que as profissões A e B não sejam ilegais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado prático é o que estamos vendo aí: engenheiros indo trabalhar ou como analistas financeiros, ou como office-boys da Justiça, porque ambas as opções pagam quatro vezes mais do que efetivamente exercer a engenharia. Se a sociedade precisa dos engenheiros trabalhando como engenheiros, que ofereça melhores salários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vem o problema das empresas e pessoas quererem continuar pagando os mesmos salários e os mesmos preços. No entanto, o petróleo custava US$ 10 o barril nos anos 90, e agora custa US$ 140, e as pessoas pagam e adaptam-se. Ninguém morreu por causa disso. Não vejo porque a lei de mercado não possa valer para mão-de-obra em geral. Mas é aquela história: mercado livre no traseiro dos outros é refresco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lamentável ver o livro "Pai rico, pai pobre", que essencialmente chama os trabalhadores convencionais de otários, vender tanto? Sem dúvida. Mas é conseqüência do estado de coisas. Não é com boas palavras que vamos convencer os excepcionais positivos da nossa sociedade a trabalhar em profissões "nobres". É com erva, é pagando mais e tributando menos o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UPDATE: parece que além dos candidatos mais um cidadão está pregando a mesma idéia. Vide &lt;a href="http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI2973599-EI8266,00.html"&gt;http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI2973599-EI8266,00.html&lt;/a&gt;.</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/06/obama-e-outros-incentivam-estudantes.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-6531452469918889530</guid><pubDate>Sun, 29 Jun 2008 01:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-29T00:15:50.843-03:00</atom:updated><title>Felix, primeiro e único</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.epx.com.br/personal_blog/uploaded_images/epxefelix-719659.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://www.epx.com.br/personal_blog/uploaded_images/epxefelix-719656.jpeg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt; Agora o Felix está com 3 meses e meio. É engraçado como ele já gosta de estar no meu escritório e cobiça os objetos, em particular as miniaturas de trens (talvez por serem vermelhas). Tem consideravelmente mais graça agora que ele sorri e balbucia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos até agora tudo tem sido tudo muito tranquilo, ele não ficou doente ou indisposto nenhuma vez apesar do frio, e as latas de Nestogeno vão esvaziando uma após a outra. Depois dizem que criança nascida de cesariana e que não é amamentada até os 10 anos vive doente... Parto normal e bico do seio rachado na mulher dos outros é refresco :) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.epx.com.br/personal_blog/uploaded_images/21062008380-795542.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://www.epx.com.br/personal_blog/uploaded_images/21062008380-795532.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt; Naturalmente, ter um filho é muito absorvente. A Ana gasta uma parte muito grande das horas úteis com ele, e sobra pouco tempo para as demais tarefas da casa. Um amigo meu do Recife tem duas empregadas em casa, uma babá e uma empregada "normal", o que era motivo de gozação ("você tem departamento de RH na sua casa também?") mas hoje eu compreendo perfeitamente a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta disso, não pretendemos ter mais que um filho. A vasectomia está marcada para o dia 4 próximo. É uma das poucas decisões em que eu e a Ana estamos 100% de acordo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo do meu círculo de relações tem criticado esta nossa decisão, mas como nenhuma dessas pessoas ainda me ofereceu um dote de um milhão para financiar a criação de outros filhos, creio que não há outros "stakeholders" que não nós dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase todas as razões que me apresentaram para ter mais de um filho, eu considero totalmente inválidas. "E se o Felix morrer?" -- isso me lembra o gerente do banco querendo me vender plano de previdência "para o caso de você morrer". Outra é "que filho único fica mimado" -- como se não houvesse filhos mimados em proles numerosas (o que é pior ainda, pois significa que um filho foi mais bem tratado que os demais). "Ter dois ou mais filhos é mais divertido" (para mim a paternidade é em primeiro lugar uma esmagadora responsabilidade; a diversão está num distante segundo lugar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única pessoa que apresentou uma razão menos má para eu ter mais de um filho foi meu amigo Osvaldo Santana: que pessoas com boas condições sócio-econômico-culturais deveriam procurar ter mais filhos, pois assim entregamos o futuro do mundo (e o da nossa Previdência!) a um público melhor. Deixar o grosso da demografia a cargo dos pobres e desequilibrados pode significar um futuro funesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo considerando correto este raciocínio, acho que já faço a minha parte não sendo um "Dink" (double income, no kids). O mundo moderno já impõe um handicap pesado a quem decide formar família, então que seja uma família pequena.</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/06/felix-primeiro-e-nico.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>19</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-4352307515311684693</guid><pubDate>Fri, 27 Jun 2008 14:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-27T11:58:24.964-03:00</atom:updated><title>O Aprendiz</title><description>Ontem foi a final do Aprendiz 5. Achei engraçada e inoportuna a pergunta que o Justus fez a um dos finalistas: "Você já tem 36 anos, você não acha que já poderia ter realizado mais na sua vida?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente passou pela minha cabeça a resposta: "Se eu fosse um vencedor, nunca participaria deste teu reality show!". Juro que vi a resposta passar pelo rosto do cara, mas naturalmente ele não falou, porque 2 milhões são 2 milhões.</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/06/o-aprendiz.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-3472177814010482258</guid><pubDate>Sat, 21 Jun 2008 16:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-21T14:01:10.875-03:00</atom:updated><title>Aula de marketing ao contrário</title><description>Esses dias eu mencionei no blog a aula de marketing que tive numa loja de roupas para bebê. Pois bem, agora vamos ver um exemplo de como NÃO vender um serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gerente do meu banco ligou-me para oferecer plano de previdência. Eu tenho uma certa bronca contra planos de previdência, sejam públicos ou privados, porque ninguém faz milagre; o rendimento conseguido pelos planos é obtenível em fundos de investimento. A única grande vantagem desses planos é tributária, e mesmo esta é discutível. Não gosto de pagar impostos, ninguém gosta, mas cortar o rabo do cachorro em fatias dói mais que cortar de uma vez. Prefiro pagar logo meu Imposto de Renda, receber pouca ou nenhuma restituição e nunca mais ter de pensar no caso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, bancos e seguradoras querem vender planos de previdências porque recebem à vista uma "taxa de carregamento", de 3% a 5% na bucha, mais taxa anual de administração. Por tudo isso, tais planos não me agradam, embora eu esteja cogitando pagar um plano para o Felix, já que sairia baratinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim, o gerente citou diversas razões pelas quais eu deveria investir num plano de previdência, na maioria corretas, que talvez me fizessem repensar no assunto. Até que ele saiu-se com esta pérola (naturalmente não com as mesmas palavras):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Se você morrer sem ter plano de previdência, o inventário vai demorar três anos e sua família passará fome."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Razão interessante para escolher um investimento que engessa o dinheiro...  Sobre isto eu tenho algumas opiniões discordantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Se eu morrer, quero mais é que o mar pegue fogo para eu comer peixe frito. Nem que eu fosse septuagenário eu escolheria um investimento em função da comodidade dos herdeiros. Provavelmente eu faria até o contrário :) Se o Félix com 40 anos ainda não tiver conhecido o sucesso, vai ficar conhecendo o Bolsa-Família e o vale-gás, muito antes do meu espólio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Não sei de onde o sujeito tirou que um inventário demora 3 anos, se hoje em dia ele pode até ser feito em cartório. Meu cunhado teve um inventário problemático e mesmo assim saiu em 3 meses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez aconteça se os herdeiros resolverem brigar entre si até a morte, como acontece nesses casos que saem na imprensa, com inventários que estão rolando há 20 anos. Mas isto só acontece quando há muito dinheiro na jogada (não é nem de longe o meu caso). E herdeiros que brigam por herança merecem mesmo passar fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Para que existe seguro de vida? No meu caso, o seguro que meu empregador paga "vale" muito, muito mais do que o pouco que possuo sobre a terra. É capaz até de ser um bom negócio pra minha família :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Ainda há a velha e boa previdência pública, que paga pouco, mas paga com certeza. Refiro-me à pensão por morte paga à viúva. INSS paga até pensão para mulher de presidiário (auxílio-reclusão, se não me falha a memória). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que muito do que se vende à classe média 1.0 é através da exploração dos seus medos, mas tal argumento "post-mortem" pareceu exagerado até para o padrão CM10. Não concebo que qualquer outra pessoa não ficasse ofendida com isto.</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/06/aula-de-marketing-ao-contrrio.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-2321250287357154788</guid><pubDate>Fri, 06 Jun 2008 15:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-06T12:41:05.016-03:00</atom:updated><title>Teclado novo</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.epx.com.br/personal_blog/uploaded_images/06062008339-739497.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://www.epx.com.br/personal_blog/uploaded_images/06062008339-739492.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt; Acabo de receber este presentinho da esposa, um teclado camuflado. E é ABNT, o que ajuda a programar em Python, com todas aquelas aspas simples...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os stalkers, a tela mostra o canal #d00dz. Aproveitem a chance de ver o que os d00dzers falam!</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/06/teclado-novo.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-8695865448426640910</guid><pubDate>Tue, 27 May 2008 00:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-26T22:22:28.144-03:00</atom:updated><title>Nunca serão!</title><description>Esses dias eu estava falando com um amigo sobre a validade de escrever em blogs, das vantagens e desvantagens, se é um tempo bem gasto etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De minha parte, posso dizer que escrevo nos meus blogs (que agora já são quatro, embora um deles, o Febeapá, esteja ainda "virgem") como uma maneira de fazer "braindumping", ou seja, pegar uma idéia que fica zanzando dentro da cabeça e colocar no "papel", porque assim ela pára de me incomodar. Gosto de escreve, e colocar algo por escrito disciplina e conforta a mente, organiza as idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu costumo fazer isso há muitos e muitos anos, desde antes de possuir computador. Mas naturalmente a maioria dos meus escritos permaneceu incógnitos, e na verdade quase todos perderam-se. Comecei a guardar o que escrevia mais ou menos de 1999 para cá, quando tinha meu site e precisava gerar conteúdo. Desde então, juntei uma coleção razoável de artigos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então apareceu o tal do blog. Escrever um artigo demanda um "threshold" de ânimo bastante alto, e assim demora muito para a inspiração aparecer, entre um artigo e outro. Já o blog, por conta do formato, encoraja a escrever a toda hora, e escrever coisas mais curtas, que mais tarde podem evoluir para artigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um problema colateral do blog é a publicidade. Você está expondo sua opinião para o mundo, e mesmo que arrependa-se e apague os posts ou mesmo o blog, existem serviços na Internet que registram para sempre o que você escreveu. Pode não ser algo muito aconselhável, dependendo da sua profissão. Por exemplo, se você for um advogado, e afirmar X no blog, e depois defender não-X no tribunal, certamente o advogado da outra parte vai tentar usar isso contra você, ainda que ninguém advogue senão por dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente, como não sou advogado, acho que vale o risco. O blog fornece &lt;span style="font-style:italic;"&gt;feedback&lt;/span&gt; quase instantâneo do que foi escrito, e isso dá uma boa pista de quando você escreveu algo relevante ou interessante. E pode crer, as pessoas respondem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, nem sempre sai algo interessante deste processo. Eu sou o primeiro a admitir que a grande maioria dos meus posts são de pouco interesse para terceiros. Já ouvi algumas críticas a esse respeito. Mas definitivamente não tenho obrigação de sair com uma pérola literária a cada post, até porque os leitores não pagam nada por isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu disse, meu objetivo primário em escrever no blog (incluindo este post aqui!) é fazer "brain dumping". Eu escrevo para *me* sentir melhor. Se, ao final deste processo, alguns posts saíram bons o suficiente para merecer consideração de terceiros, é uma feliz coincidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como o curso do BOPE: qualquer um pode entrar... mas de cada cem inscritos, em média apenas cinco passam no curso. "E na minha turma, parceiro, foram três." Para os alunos recém-chegados, o aviso: NUNCA SERÃO! Partindo de expectativas baixas, evitam-se decepções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que, de tempos em tempos, costumo eliminar os posts que não são particularmente bons. Já tendo cumprido a função de braindump, e não sendo mais úteis para ninguém, não precisam ficar lá como testemunhas de momentos de pouca inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de um post em particular onde relatei um sonho extremamente vívido que tive. Escrevi detalhadamente o que tinha sonhado, depois reciclei o texto e postei no blog. Pensei que podia construir uma história a partir daquele fragmento. Mas definitivamente não sou Agatha Christie, e nada mais saiu daquilo. Até tentei delinear uma história em volta do sonho, mas esse negócio de achar construções abandonadas e perfeitamente funcionais no meio do mato começou a soar como LOST, e quem me conhece sabe que odeio este seriado. Sinal claro para mandar tudo ao lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por isso eu nem sequer procure arrumar erros ortográficos e de digitação dos posts que já se foram. É perda de tempo, e sempre posso voltar a eles se eles sobreviverem à "limpeza".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho opinião inconcludente sobre os agregadores de blogs (os "planets"). Por um lado, eles são interessantes pois dão audiência muito grande ao seu blog. Por exemplo, a grande maioria dos comentários que recebo neste blog são oriundos de leitores do agregador Valeta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, os agregadores viciam um pouco os blogueiros agregados, pois eles tendem a escrever para aquela determinada audiência, e até mandar recados indiretos ou inserir "ovos de Páscoa" no texto voltados especificamente aos leitores daquele agregador. Isto também acontece comigo em relação ao Valeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro problema do agregador é que você pode destoar do conjunto, e isso é ruim se o agregador inclui blogueiros muito mais inspirados que você. Pior ainda se esses outros blogueiros são seus colegas de trabalho, clientes ou fornecedores. Aí você fica se policiando sobre o que e quando escrever no blog -- desvirtuando completamente a idéia do blog, que é a liberdade de expressão ao extremo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi exatamente isto que me levou a ter originalmente dois blogs, e depois três. O primeiro blog foi parar rapidamente em algum agregador do Maemo, onde a maioria dos leitores só entende inglês e posta tecnicalidades. Imediatamente, posts pessoais e em português ficaram "estranhos" lá. Para fugir disto, criei este blog aqui, e depois criamos (eu e mais alguns colegas) o #d00dz Finance, em parte pela crença que posts sobre finanças não seriam bem recebidos no Valeta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, se todo mundo lê você através de um agregador ao invés de no seu site, você não ganha AdSense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, é o que eu tinha a dizer.</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/05/nunca-sero.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-5869192351737594564</guid><pubDate>Mon, 26 May 2008 19:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-26T18:09:27.529-03:00</atom:updated><title>Paternidade e seleção adversa</title><description>Participar de processos históricos de mudança é em geral divertido, mas para muita gente deve estar sendo um inferno. Em particular, a transição do modelo "antigo" de família ("pai soturno, mãe submissa, filhos aterrorizados") para o modelo "novo" parece estar sendo traumático, socialmente falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu já mencionei em outros posts, e todo mundo na verdade já sabe, há muitas famílias monoparentais por aí, em geral apenas com a mãe. Isto ocorre em todas as classes sociais, porém é mais aparente na classe pobre pois a carência de recursos torna ainda mais grave a ausência do pai. Além disso, a figura masculina costuma ser mais fragilizada nas classes menos favorecidas, seja por desemprego, alcoolismo, violência etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando a água bate na bunda, as soluções, mesmo que toscas, aparecem. A solução da classe pobre é a "monogamia seriada". Já vi até algumas teses de doutorado tratando do tema. A idéia é a mulher ter sempre um marido, porém ele não dura muito tempo. Aí arruma-se o próximo, pois as contas precisam ser pagas. O resultado é o que se vê em programas tipo "Casos de Família": a mulher tem 5 filhos, cada um ou dois de um relacionamento diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este mecanismo provoca uma mudança na moral masculina: cada marido sustenta e cria os filhos da mulher como seus, algo que é contrário inclusive ao instinto masculino (felinos e primatas matam filhotes da fêmea para ela entrar no cio novamente, quando não são "seus"). Não deixa de ser algo bonito e construtivo, admiro quem consegue ser um padrasto. Para mim, isto nunca serviria. É uma espécie de retorno parcial ao modo de vida tribal, onde as gravidezes eram consideradas presentes divinos, e todo mundo criava os filhos de todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher pobre não pratica monogamia seriada porque quer, mas sim porque precisa. Como de costume, a camada mais pobre da população é mais conservadora que a média, e tenta manter a estrutura "burguesa" (tradicional) da família, procurando preencher a figura masculina de qualquer maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas classes mais favorecidas, esses assuntos são resolvidos de outra forma; em geral a mulher pode sustentar seus filhos sozinha, e não arruma outro marido (pelo menos, não com o propósito explícito de ajudar a sustentar a prole).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este mecanismo de monogamia seriada só tem um pequeno grande problema: SELEÇÃO ADVERSA. Seleção adversa é quando um mecanismo qualquer beneficia espécimes ruins em detrimento dos bons. O resultado é óbvio: extinção dos espécimes bons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A monogamia seriada faz seleção adversa em cima do sexo masculino, porque paga um prêmio aos homens irresponsáveis (é raríssimo um pai pagar pensão aos filhos na classe baixa), e joga o fardo sobre os que tentam formar família. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não bastasse o fardo que é sustentar filhos dos outros, existe um desestímulo adicional. Como as mulheres presumem que os seus homens vão "espanar" dia menos dia, procuram "espremê-lo" tanto quanto possível, em benefício dos seus filhos e da sua família, enquanto há tempo. E isto não é uma possibilidade teórica, é algo que aparece quase todo dia. Num cenário destes, até o homem mais bem-intencionado do mundo joga a toalha. É uma profecia que cumpre a si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lógica da mulher, em particular a que depende do marido, ou coloca-se numa situação de dependência do marido (por almejar uma família tradicionalzona) é que o marido tem de ser posto a trabalhar, até ele fugir ou morrer de "karoshi", pois assim ao menos não tem tempo livre para aprontar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como homem, é óbvio que tal perspectiva me deixa indignado, mas não dá pra dizer que é algo "maldoso"; é mais um resultado do estado de coisas. Porém a seleção adversa vai cobrar o seu preço, e o resultado final é, globalmente, cada vez pior para os inocentes filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, esse padrão de "espremer o marido para não sobrar para a outra" contamina bem mais as classes sociais mais favorecidas do que a monogamia seriada. As mulheres estão desconfiadas dos homens, e tentam atirar primeiro, e acabam fazendo seleção adversa. Costumo brincar com minha esposa que existem 3 tipos de mulheres:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* as que acham que o marido vai gastar todo o dinheiro com putas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* as que acham que o marido vai gastar todo o dinheiro com automóvel;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* as que arrumam maridos ruins de propósito, para eles não terem dinheiro para gastar com putas ou automóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe é do tipo 2; nunca teve medo do meu pai "pular a cerca", mas sempre teve medo que ele gastasse com bobagens. Minha esposa é do tipo 1, provavelmente devido a trauma de infância (meu sogro perdeu quase tudo que tinha por causa de "amantes").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi dureza convencer minha esposa a economizar dinheiro hoje para termos um futuro financeiro confortável. O conceito não "entrava" na cabeça dela, e eu não entendia por quê. Para mim era algo óbvio. Mas um belo dia juntei A + B, e descobri o motivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cabeça dela, guardar dinheiro significava privar ela e nosso filho de alguns prazeres, em favor de uma prostituta qualquer no futuro. O trauma, o medo e a certeza de ser passada para trás no futuro é tão grande, que outras possibilidades que aconselhariam economizar (como eu ficar sem emprego ou doente no futuro, ou o Felix querer ir para uma faculdade cara) não são nem sequer consideradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que um erro não conserta o outro, e esse tipo de pensamento praticamente quita qualquer chance de atingir-se a independência financeira. Para mim, falhar não é uma opção, e optei pelo enfrentamento. E consegui convencer a Ana do meu ponto de vista. Afinal, se eu realmente fosse adepto de gastar com automóveis e putas, teria feito isso melhor ainda enquanto solteiro, e não teria nem um centavo hoje, o que não é o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí esses dias, ela disse enquanto viajávamos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ana] Homem é tudo safado e torra tudo em bobagens enquanto não forma família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[epx] Eu conseguia economizar mais &lt;i&gt;antes&lt;/i&gt; de ter família...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ana] Mas você é anormal :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, na cabeça de uma mulher, o único jeito de um homem não caber naqueles estereótipos mencionados antes (gastar com puta, gastar com carro), é classificá-lo numa espécie à parte...</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/05/paternidade-e-seleo-adversa.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-1979883247564846061</guid><pubDate>Mon, 26 May 2008 18:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-26T15:20:27.195-03:00</atom:updated><title>Software livre para</title><description>A primeira colaboração que recebo em muitos anos, para os softwares livres que publico, foi justamente para o simulador de HP-12C. Aliás, desde que publiquei as duas calculadoras (financeira e de opções), o AdSense do meu site deu um salto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada como escrever software de que as pessoas realmente precisam.</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/05/software-livre-para.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-2913568116075519817</guid><pubDate>Sat, 24 May 2008 23:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-24T21:19:14.581-03:00</atom:updated><title>Do tempo que Gradiente fazia coisa boa</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.epx.com.br/personal_blog/uploaded_images/24052008330-763137.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://www.epx.com.br/personal_blog/uploaded_images/24052008330-762615.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente descobre que está ficando velho quando já tem lembranças suficientes para dizer "isso aconteceu NO TEMPO QUE tal coisa existia". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu caso, um bom exemplo é a finada Gradiente, sobre quem já falei mal neste blog, em referência a um home theater que eu tenho, e que após duas remessas para conserto na garantia, só se ajeitou quando eu mesmo abri (inicialmente para extrair componentes eletrônicos. Deve ter voltado a funcionar por não querer virar "doador de órgãos").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu tenho um aparelho Gradiente do tempo em que eles fabricavam coisas boas. É o CS-5 da foto, adquirido em 1990. É um mini-system anterior à disseminação dos CDs, com excelente qualidade de som, e diversas características únicas para a época:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* o rádio também pega os canais de TV;&lt;br /&gt;* entrada para 12V;&lt;br /&gt;* saída de 12V para alimentar aparelhos auxiliares;&lt;br /&gt;* também funciona com pilhas D (embora uma carga de 8 pilhas D custe o equivalente a um carro usado, nunca coloquei pilhas nesse meu aparelho);&lt;br /&gt;* entrada auxiliar e de toca-discos;&lt;br /&gt;* mixer para microfone com controle de volume;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os recursos do aparelho não fazem muito sentido hoje em dia, mas ele ainda é útil porque tem excelente qualidade de som. As próprias caixas acústicas costumam ser usadas em surround de home theater. No mínimo, o aparelho serve como som para o computador, e tenho usado este meu aparelho ligado no iPod para fazer um "barulho" no quintal. Fato é que, com o iPod, mini-systems joiados cheios de recursos perderam o sentido, na minha opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, voltando ao assunto inicial, deu pena ver a decadência e extinção da Gradiente. A concorrência dos importados (incluindo paraguaios) deve ter sido a causa principal.   &lt;br /&gt;A classe média 0,85 que curte comprar até papel higiênico do Paraguai mandou ver nos Aiwas e Cobys e Roadstars, desprezando o produto nacional (nunca vi um aparelho Aiwa realmente bom, por mais caro que fosse). Mas a Gradiente cometeu o erro de tentar concorrer no "low end" ao invés de tentar ficar no mercado "caro porém high-end" que era seu filão anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irônico é ver a CCE (cuja sigla era zoada como "Começou Comprando Errado" nos bons tempos) sobrevivendo como marca, e vende até computador hoje em dia. A CCE fez certo: uniu-se ao inimigo, importou coisas da China, estampou o nome em cima e sobreviveu.</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/05/do-tempo-que-gradiente-fazia-coisa-boa.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-1116291517858090549</guid><pubDate>Sat, 24 May 2008 17:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-24T15:17:10.367-03:00</atom:updated><title>Picadinhas sobre paternidade</title><description>LOJAS PEGA-PAPAI-NOVO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As boas lojas com artigos para bebês são verdadeiras armadilhas para pais e mães. Se for da classe média 1.0, daquela que acha chique o filho ter asma, tanto pior. Mas devo reconhecer que tais lojas dão aula de marketing e vendas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes do Felix nascer, minha esposa foi com a sogra (que por acaso é minha mãe) comprar algumas coisas de enxoval, e reclamei na volta porque achei que ela tinha gasto muito dinheiro. Aí sentimos falta de mais algumas coisas enquanto a Ana ainda estava na maternidade, e lá fui eu na tal loja. Foi um estrago...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro que você entra na loja e a vendedora, geralmente uma digna senhora, abre aquele sorrisão. Aí vêm mais duas vendedoras, todas uniformizadas, por trás de você, e aí você descobre que está encurralado. Aí já perguntam o nome do seu filho, quantos meses, como ele é, aquela coisa de vendedor de estabelecer relação com o cliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, comprei o que precisava, o preço estava bom. Aí elas começam a dizer "ah, mas pra usar X precisa também Y, você tem Y?" Eu naturalmente não sabia, presumi que não. E assim ela sugeriu comprar coisa Z, W, A, B, C e gastei três vezes mais na loja do que o item X que originalmente planejava comprar. A Ana achou muita graça e sentiu-se vingada com o episódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, e já fui nessa loja mais duas vezes. Talvez pudesse encontrar roupas bem mais baratas numa loja de departamentos, só que é realmente agradável ir num lugar e ser incrivelmente bem atendido, e encontrar tudo que quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada é pior que ir comprar alguma coisa, e topar com aquele vendedor com cara de meu-boi-morreu, parece que o vendedor está com raiva de você por poder comprar algo e ele não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIVRO "QUEM AMA, EDUCA"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diácona da minha igreja emprestou-nos o famoso livro "Quem ama, educa". É chato ser um leitor ávido, a gente fica muito exigente quanto a novos conteúdos, de modo que fiquei meio decepcionado com o tal livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira geral, as orientações são boas, é o "grito de independência" dos pais escravizados pelos filhos. Mas essa coisa dos pais imporem limites aos filhos foi novidade nos anos 90; hoje em dia é algo que todo mundo já sabe, de modo que o livro parece chover no molhado, e ser muito repetitivo nas afirmações e argumentos. Talvez nos anos 90 foi algo revolucionário e seminal. Sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma linha de raciocínio do livro que me desagradou em particular foi o mantra "mães são coitadas e pais são safados e folgados". Talvez pelo fato do livro ter sido escrito por uma mulher. A autora critica o fato dos pais não saberem lidar tão bem com bebês como as mães, atribuindo isto a fatores culturais, esquecendo ou omitindo que todos os machos das demais espécies do reino animal padecem do mesmo "defeito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autora chega a dizer que pais que trazem dinheiro para casa mas não sabem cuidar do filho, são como mãos com um dedo só. Ok... Os 33% de nascituros registrados sem pai no Brasil (e provavelmente mais uma boa parte dos demais, cujo pai foi embora depois) devem considerar que é melhor ter uma mão com um dedo do que ser maneta.</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/05/picadinhas-sobre-paternidade.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-20994619.post-4811319390514637994</guid><pubDate>Mon, 19 May 2008 00:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-18T21:11:08.501-03:00</atom:updated><title>Febeapá ganha seu próprio blog</title><description>Levei a cabo aquilo que tinha pensado em fazer no post passado: criei um novo blog (epx.com.br/febeapa), o Febeapá IV, especialmente devotado às besteiras e idiotices do Brasil. Espero assim melhorar a qualidade média dos posts, sem deixar de ter uma praia de despejo onde descarrego minha indignação diuturna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O endereço do novo blog é http://www.epx.com.br/febeapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do blog pessoal, vou apagar os posts que em tese encaixam-se no perfil Febeapá. Não vou me dar ao trabalho de repostá-los no novo blog porque tenho absoluta convicção de que o governo continuará trabalhando duro e fornecendo material abundante para novos posts, de modo que não vale a pena reciclar os antigos.</description><link>http://www.epx.com.br/personal_blog/2008/05/febeap-ganha-seu-prprio-blog.html</link><author>epx@epx.com.br (EPx)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item></channel></rss>